quarta-feira, 8 de julho de 2015

NOITE DO PIJAMA - E hoje ele foi dormir fora de casa... pela primeira vez!

Hoje é a primeira noite que o Matheus, meu grandão, dorme fora de casa. Já dormiu algumas vezes na casa da avó, mas dessa vez é diferente, será longe dos parentes e fora da zona de conforto, que fique claro! 


Matheus e outros amigos estão participando das oficinas de férias do colégio onde estudam. Ano passado ele recuou. E, no final, confessou: não quis participar porque não estava seguro em dormir longe de casa. Se arrependeu. Passou o resto do ano dizendo que esse ano iria. E foi. Assim mesmo. Decidido. Confiante. Maduro com a ideia e com a sua decisão. Tão seguro, que acabou repassando essa segurança toda para nós. Chegou a sua hora! E aí cai a ficha: meu filho cresceu de verdade! 

Claro que a SEGURANÇA dele e minha caminham longe da CURIOSIDADE. Queria sim, confesso, ser uma mosquinha para ver toda a farra que eles estão fazendo portão adentro. Queria sim que o ambiente todo tivesse câmeras e que eu pudesse ficar colada na tela do computador xeretando as bagunças que eles estão fazendo agora. E, principalmente, queria muito saber como ele se comporta longe da minha presença. Se você chegou até aqui deve pensar que sou neurótica, né? Não. Juro que não! Só sou mãe! E que atire a primeira pedra quem nunca teve um desejo parecido. 

Delícia ver o crescimento do filho e seu amadurecimento. Mas é curiosa a sensação de cortar de fato o cordão umbilical. Delícia acompanhar seus passos rumo a independência física e emocional. Mas é um misto de alegria e ansiedade. Prender e soltar. Seguir e recuar. Sorrir e chorar. 

Dia desses li um lindo texto da Denise Fraga que falava das experiências que nossos filhos passam e que são longe dos nossos olhos. Em um trecho, ela escreve assim: "Ele não tinha precisado de mim e, o pior, eu jamais veria a tal carinha, o tal sorriso. Meu filho era dela (professora) naquele momento e eu não tinha como saber o que tinha realmente acontecido naquelas horas. Tinha perdido um pedaço do filme que eu via atenta até então. Ponto. Meu filho entrara no mundo". 

Acho que essa é a sensação nesse momento. De ter ido na cozinha beber água e perdido um pedaço importante do filme. Mas no fundo a gente sabe que não vamos conseguir assistir a esse filme 24 horas por dia. E que isso faz parte da vida. E que na hora do reencontro ele virá cheio de histórias pra contar, que falará dos momentos de alegria, de descontração, se algo não foi tão legal, do que vivenciou com os colegas no período em que estivemos longe. Acredito que esse seja o momento de aprender a valorizar o reencontro. É a fase em que não veremos tudo, mas saberemos das vivências que ele passou, que serão contadas por ele mesmo. Imaginaremos o que aconteceu sob o olhar da criança, que obviamente vai escolher um ou outro momento relevante para contar. Outros não saberemos nunca ou quem sabe, bem adiante, quando ele lembrar de falar. E isso é tão surpreendente quanto o presenciar o momento em si. É guardar a tal curiosidade no bolso e curtir o reencontro em si. É sair definitivamente da zona de conforto. 

Comecei a escrever esse texto exatamente algumas horas depois que deixei o Matheus no colégio. Naquela noite (de segunda para terça-feira) minha caixa de mensagem do celular recebeu dezenas de recadinhos de mães-amigas, que me perguntavam como estava meu coração. Foi engraçado. E nessas trocas de mensagens resolvi perguntar para outras mães qual era a sensação delas diante desse momento. O que elas sentiram quando o filho dormiu fora pela primeira vez e quem sofreu mais - mãe ou filho? 




As respostas estão aqui. Sobre o sofrimento foi praticamente unânime. Apenas uma mãe disse que a filha deveria ter dificuldades para dormir, pois está acostumada a ter a mãe por perto. Todas as outras garantiram que os filhos estavam tranquilos e que o sofrimento ficou só pra mamãe mesmo. 


"Minha sensação é de vazio... Meu coração acelera... saía lágrimas dos meus olhos sem estar querendo chorar."

"Perda do controle. Ele pode "sobreviver" sem eu estar por perto."

"Acho que a pior parte, mais do que a preocupação em saber se está tudo bem, se vai sentir fome ou frio é pensar que ele já tem uma vidinha independente da minha. Está vivendo experiências sem que eu possa compartilhar, orientar... Vontade mega de ficar espiando só para ver como ele se comporta longe dos meus olhos." 

"Sensação de impotência total com relação à cronologia do tempo. Ao mesmo tempo que é maravilhoso que eles cresçam, é assustador que eles ganhem independência do afeto de uma forma mais protetora, mais infantil. Essa proteção vai se tornar mais à distância, de uma forma diferenciada..." 

"Senti um vazio imenso, todo tempo livre que sempre desejei eu mal soube o que fazer com ele. A casa em silêncio, tudo organizado... Olhei mil vezes no celular durante a noite achando que alguém ia me ligar." 

"Sensação de que alguma, das várias ligações entre mãe e filho, tinha se rompido. Um caminho que depois de descoberto não tinha mais volta."

"No meu caso ninguém sofreu... ele ficou feliz e eu também... eu sempre gostei de dormir com as amigas na infância. "

"Sensação de quem perdeu algo..."


Esse foi o primeiro. Certamente primeiro de mutos. Mas o reencontro foi delicioso. Como já era de se esperar ele saiu animado, contando várias histórias, empolgado com as brincadeiras. Disse também que foi difícil pegar no sono, mas que depois, conseguiu. E me deu o abraço mais gostoso do mundo de quem sentiu um tiquinho de SAUDADES. 

E para quem achou que a mãe aqui não sobreviveria eu digo: foi tranquilo. E, sim, eu consegui dormir a noite toda! Como disse lá em cima foi o momento dele. Não foi cedo demais. Foi na hora em que ele estava preparado... Estava com pessoas de confiança e em um ambiente familiar e amigo. Foi sim uma experiência bacana para família toda. 





segunda-feira, 6 de julho de 2015

PATINAÇÃO NO GELO - Uma opção de lazer gelada para essas férias de inverno!

As férias mal começaram e molecada já está a todo vapor. 

Ontem foi dia de realizar sonho por aqui. Desde que aprendeu a andar de patins de rodinhas o Matheus, meu grandão, manifestava seu desejo em patinar no gelo. O tempo foi passando, as vezes não encontrávamos uma pista, outras esquecíamos mesmo de ir atrás. 

Essa semana ficamos sabendo da pista que está instalada no Shopping Mooca Plaza e lá fomos nós atravessar a cidade para realizar sonho. 

Os meninos não tinham ideia do que íamos fazer no shopping. Achei melhor não comentar para ansiedade não ser grande demais. 

Assim que chegamos no estacionamento eles ficaram surpresos, pois sequer sabiam que íamos para um shopping (estávamos voltando de um outro passeio e eles achavam que íamos para casa!). Nesse momento a ansiedade começou a brotar! "Mãe o que a gente vai fazer no shopping?", surgiu a primeira pergunta. E a resposta foi: "Surpresa!". Pronto, a partir dali eles sabiam que "algo" misterioso estava para acontecer. E começaram os palpites. E começou a agitação. 

O único momento em que o Matheus mudou o foco da ansiedade foi exatamente quando passamos ao lado da pista de patinação: "Mãe, aqui tem patinação no gelo! É meu sonho patinar no gelo!", e, com os olhos arregalados ficou paralisado na frente da pista. Mal sabia ele, que dali alguns minutos ele realizaria o tal sonho... 

Passamos adiante e já com o ingresso em mãos entreguei para ele o papel. "É seu! Vai realizar seu sonho!". Ele olhou o bilhete, olhou pra mim, olhou para pista e começou a pular. Delicia ver a alegria do moleque. "Eu vou patinar? É essa a surpresa? É mesmo? Eu vou?". E foi. 

Rafa à princípio ficou meio receoso. Ele ainda não consegue patinar sozinho com segurança. Precisa da ajuda de um adulto por perto. E ficou inseguro com relação ao gelo. Mas a empolgação do irmão serviu de incentivo para meu pequeno. Ele foi. Meio tenso, mas foi. À princípio um monitor deu a mão para ele, passou algumas dicas básicas e quando menos esperamos Rafa estava patinando sozinho. O sorriso dele para nós era encantador. Caiu, claro, algumas vezes. Vinha perto de nós e mostrava o gelo branquinho nas luvinhas de lã preta. E dizia "Mãe eu consegui!", super orgulhoso. Mais uma vez o sonho de um contribuiu para a superação do outro. Lindo de se ver a cumplicidade e o incentivo entre irmãos, muitas vezes tão espontâneo e inconsciente! 

E o mais legal é que no final o Rafa saiu dizendo que achou mais fácil patinar no gelo do que com os patins de rodinhas. Pena que não tem gelo para todo lado... rs

A pista de patinação no Mooca Plaza fica até o dia 15 de julho. Os valores são R$ 30,00 (por meia hora) e R$ 60,00 (por 1 hora). Os equipamentos de segurança (capacete, cotoveleira e joelheira) estão incluídos no preço e há vários monitores para instruir e ajudar os que não possuem desenvoltura no rinque. Para os menores de 5 anos há uma opção de passear em um carrinho (espécie de trenó) por cinco minutos. Nesse caso o valor é R$ 15,00. Mas a graça mesmo e a grande atração é arriscar manobras e testar o equilíbrio em cima dos patins. Quem puder, vale a pena. Experiência bacana e inesquecível para a garotada que gosta de aventura. 




Serviço: Shopping Mooca Plaza - Rua Capitão Pacheco e Chaves, 313 - Mooca. Telefone: 3548-4502
















domingo, 5 de julho de 2015

PASTEL COM KOMBI - Uma combinação perfeita!

Uma Kombi 75, amigos incríveis e uma criançada para lá de especial. 

Tudo já estava perfeito, mas tinha mais por vir. 

O destino: uma pastelaria que abriu exclusivamente para nos receber. Com o melhor pastel do mundo! Pastel de comer ajoelhado! Feito com o maior carinho e capricho. 

Nem o domingo cinzento e os 15 graus, que fazia lá fora atrapalhou a animação do nosso encontro. A preguiça foi deixada de lado. E seguimos nosso destino. E que bom que seguimos nosso caminho... 

Domingo perfeito. Muito bate papo. Muitas risadas. Muita comilança. E muitos sorrisos. 

Amigos a gente escolhe. E que bom que pessoas tão queridas cruzaram nossos caminhos. 


Os responsáveis por esse encontro (e muitos outros) são essas crianças, que vieram para transformar a vida de cada um de nós. Graças à eles nos conhecemos e graças à eles e à amizade linda que eles cultivam diariamente dentro (e fora) da escola, firmamos um grande laço de amizade. 

Momentos como esse ficarão registrados para sempre na memória de cada um de nós. 

E tem como essas crianças esquecerem que um dia o Tio Fernando botou a sua Kombi "de estimação" na rua só para fazer a alegria da molecada? Eles nem imaginam, mas a Kombosa tem 4 vezes mais a idade deles (mas a danada não aparenta a idade... está bem na fita essa quarentona!). 

O primeiro final de semana das férias foi perfeito. E pensar que ele foi perfeito porque exatamente a mesma turma que se vê todos os dias... adivinhe? Se encontrou! 

Valeu pessoal! Que venham os próximos! A caravana liderada pela Kombi Azul e Branco 75 foi um sucesso! A pracinha na frente da escola nunca mais será a mesma depois de hoje! 



















sábado, 4 de julho de 2015

PARQUE DA MÔNICA está de volta em São Paulo! E nós fomos lá conferir.

O tão esperado Parque da Mônica finalmente está de volta em São Paulo. Hoje, Maurício de Sousa, o criador da turma infantil mais famosa do Brasil, reinaugurou o parque no Shopping SP Market, zona sul da capital. Mônica e sua turma estiveram presente e fizeram a alegria da criançada, que participou desse evento fechado. A partir de amanhã o parque estará de portas abertas para o público em geral. 

Agora é oficial - Parque da Mônica é inaugurado em SP

O parque original ficou instalado em uma área dentro do Shopping Eldorado, na zona oeste, entre os anos de 1993 e 2010. Agora, de casa nova, o Parque da Mônica está localizado no mesmo espaço onde funcionava até o início deste ano o finado Parque da Xuxa. A área é superior a 12 mil m2 e tem capacidade para atender até 3 mil pessoas por dia. 

O parque funcionará de segunda a sexta-feira, das 10h30 às 16h30 e nos finais de semana, das 11h às 19h. O preço do ingresso será de R$ 64,50 (meia entrada individual), R$ 129,00 (para visitantes desacompanhados), R$ 178,00 (pacote para duas pessoas), R$ 264,00 (para três), R$ 348,00 (para quatro) e R$ 430,00 (para cinco). 


Fãs e ídolo lado a lado! 



Nossas impressões


Fui com minha turminha conhecer o novo parque e lá ficamos boa parte desse sábado. Os meninos se divertiram bastante, foram em todos os brinquedos e repetiram alguns favoritos. Ficaram animados, mas, pelo menos a impressão que eu tive é que Matheus, com 8 anos, está no limite da idade para se divertir bastante. Crianças menores, como o Rafa, de 5 anos, ficam mais empolgadas com a atividades propostas. 
Turminha unida no Vale dos Dinossauros! 

Para quem visitou o Parque da Xuxa pouco antes dele encerrar suas atividades verá muitas semelhanças entre um e outro. Alguns brinquedos foram mantidos e receberam uma nova cara com os personagens da turma. Entre eles está o carrinho que percorre um trilho e termina com uma queda d´água (splash, que agora chama-se Horacic Park), a montanha russa (agora chamada Montanha Russa do Astronauta) e a parede de escalada (Escalada do Piteco), que fica exatamente no mesmo lugar, mas está com uma nova pintura. 

Áreas novas foram montadas como toda a cenografia, que simula o famoso bairro do Limoeiro, onde a turma vive nos quadrinhos. É possível "conhecer" a Casa da Mônica, o Quarto do Cebolinha, a Cozinha da Magali e o Atelier da Marina. Nesse último, a criançada pode pintar um desenho enquanto descansa o esqueleto entre uma brincadeira e outra. O cenário é muito bonito e encanta aos olhos de quem vê de pertinho. Detalhes como por exemplo o guarda-roupa e a cama da Mônica são realmente uma graça. 

Um dos destaques mais divertidos é o Brinquedão do Chico Bento, que fica exatamente no mesmo lugar onde ficava o brinquedão do Parque da Xuxa. Algumas coisas mudaram no circuito. Quem se lembra que para entrar no brinquedão do antigo parque da Xuxa era preciso escalar umas cordas? Pois é, elas não existem mais, foram substituídas por placas fofinhas de espuma, parecidas com colchonetes. O circuito todo está diferente, embora ocupe o mesmo espaço. Segundo Matheus, que sempre adorou esses brinquedos mais radicais, que exigem esforço físico, este ficou mais suave. Eu e o maridão cansamos do mesmo jeito entre um sobe, desce, estica, abaixa e levanta. No final, nada como escorregar no super escorregador para tudo voltar pro lugar e seguir passeio. 

A pista de carrinho que bate é novinha, carrinhos bacanas, mas poderia ser maior. Os carros ficam meio apertados e mais batem do que andam. A pista agora fica mais ou menos onde antes estava a fábrica de chocolate, lembra? 

Meninos no espaço Engenheiros do Parque
Agora o momento nostalgia total para nós foi o espaço Engenheiros do Parque, onde a galerinha pode soltar a imaginação e brincar de construir com os tijolos de EVA. Momento nostalgia, explico porque. No antigo parque da Mônica, lá no Eldorado, tinha um espaço muito parecido com ele e Matheus, na época com 2 aninhos, se esbaldou muito. Foi bacana esse "reencontro" do meu grandão em um brinquedo, que ele tinha curtido tanto quando pequeno. Nota 10 por terem retomado essa instalação. 

Tem ainda o Carrossel, a Pescaria do Chico Bento (peixinhos que sobem e descem em circulo), a Roda Gigante (que não é muito grande, pois tem o limite do teto do parque!) e o Vale dos Dinossauros (um caminho formado por pontes suspensas). 

Para as crianças menorzinhas e os babies há também o Posto do Bidu (carrinhos em que os pais podem empurrar os filhotes em um cenário que conta com bomba de gasolina), o Parquinho e as Piscinas de Bolinhas do Cascão (espaço relativamente pequeno). Mas desses não posso dar muito pitaco, pois meus filhotes já passaram da idade de usá-los. 

Entre os brinquedos que mais agradaram os meus meninos está o Ce-Bolinhas, um espaço onde é possível fazer uma verdadeira guerra de bolinhas e atirar para todo lado. Nesse lugar, as crianças maiores realmente se empolgam pra valer. 

Eu e os meninos - os meus e os da turma!
O parque está bonito, organizado, carinha de novo, embora ainda tenha uma ou outra instalação que lembre o antigo dono. Os personagens principais da turma aparecem em horários marcados para tirar fotos com a galerinha também, o que deixa crianças (e adultos!) bem animadinhos. 

Agora, de uma coisa nós sentimos falta. Quem se lembra daquela piscina de bolinhas giganteeeeee do antigo Parque da Mônica? Pois é, infelizmente não há uma nova versão no parque novo. Uma pena. Era um espaço incrível para pais e filhos.

Há uma lanchonete, alguns carrinhos de doces, sorvete e em breve terá de hot dog e pipoca. O palco agora fica em um lugar mais bem localizado e que permite uma melhor visão para o público que assiste ao espetáculo. A apresentação musical "O Sonho não acabou" é uma graça e conta um pouco da história de cada um dos cinco personagens principais da turma (Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão e Chico Bento). Em um telão, um vídeo mostra falas do criador da turma explicando como idealizou cada personagem. Os meus meninos adoraram saber, por exemplo, que ele estudou com um menino que não gostava de tomar banho assim como o Cascão e que sua filha Magali sempre foi muito comilona, como a meiga personagem. 

Vale muito o passeio. Tivemos um dia super gostoso, demos muita risada e viemos exaustos para casa. São Paulo ganha um novo espaço para a família toda. Que o novo Parque da Mônica seja um sucesso, assim como foi a primeira versão. 

Agora é com você! 

A seguir algumas fotos para você dar uma espiadinha como está o novo Parque da Mônica: 































quinta-feira, 25 de junho de 2015

Carta de uma mãe para um filho que está crescendo rápido demais!

Acabo de me dar conta que você fará 9 anos daqui menos de um mês. 

Posso saber quando o relógio começou a correr tão rápido assim? 

Ontem ainda eu desejava tanto ser mãe e tudo ainda era uma página em branco. 

Ontem ainda senti seus primeiros chutes na minha barriga e a certeza de que nosso amor era pra sempre. 

Como assim você já vai completar 9 anos? 
Quem foi que deixou você crescer rápido desse jeito? 

Outro dia ainda escutei uma frase que se encaixa perfeitamente no que estou sentindo agora: "Os dias muitas vezes são longos, mas como os anos passam rápido!".  

Te vi crescer diariamente. Vi cada brilho especial no seu olhar. Presenciei cada nova conquista em sua vida. Como foi difícil ir pra escola não? Como você chorou dizendo que não queria crescer naquele momento e queria ficar em casa com a mãe! Mas você foi. Foi valente, corajoso e lá aprendeu a se apaixonar por cada amigo, cada professora. E se fez apaixonar. Por que você, do seu jeitinho, é apaixonante, embora você ainda não tenha ideia disso! 

Quando foi que você cresceu tão rápido assim? 
Que aprendeu a correr atrás da bola pela quadra? Que escolheu o seu time do coração? 
Que ganhou essa carinha de menino grande? 

O tempo voou Matheus! Que saudade daquele gordão (sim, você era gordo!) que desde muito cedo já dizia que me amava. Que morria de vergonha de pessoas desconhecidas. Que dizia que seria piloto de formula 1. 

Nossa! O tempo é cruel... mas que bom que a gente não dá bola pra ele. Que a gente sabe aproveitar cada minuto de nossas vidas. Que a gente pode olhar pra trás e enxergar tantas conquistas, tantos obstáculos superados, tantas vitórias e tanta VIDA vivida! 

Pisquei e você está prestes a fazer 9 anos! E como é gostoso ver o menino grande que você se tornou. Que não perdeu a sua essência com os passar dos anos. Que sabe falar de amor, que sabe dar carinho, que sabe tão bem o significado das palavra respeito, gratidão, família, amizade. 

Muito antes de você chegar já tínhamos escolhido o seu nome. Matheus significa "Presente de Deus". Sabíamos que você seria o nosso presente. Só não tínhamos ideia do quão valioso seria esse presente. 

Cara se eu pudesse parava o tempo agora! E curtiria lentamente essa fase deliciosa que você está. Que gostoso estudar com você para as provas da escola (juro, reclamo, mas gosto!) e mais ainda ouvir de você o quanto você já aprendeu na vida. Lá atrás eu imaginava que te ensinaria muito, só não tinha ideia do quanto aprenderia com você. 

Você não faz ideia como é gostoso enxergar a vida sob o seu olhar. Dia desses lá na casa dos seus tios você me chamou de lado para mostrar o quanto o céu estava bonito e estrelado. No meio de tantas pessoas, conversando aqui e acolá, eu nem tinha me dado conta disso. Mas você, criaturinha tão sensível e especial que é, não deixou de admirar esse espetáculo da Natureza. E o melhor, lembrou de compartilhar comigo. 

Você é a melhor parte de mim. É o meu "eu" mais sensível .É o meu "viver nas nuvens". E ao mesmo tempo é o meu chão. É meu freio nas horas que exagero e corro além da conta. "Mãe, senta aqui do meu lado pra ver um filme". "Mãe já está tarde, para de trabalhar um pouco!". "Mãe para tudo e olha como a lua está linda lá fora!". 

É Matheus. Não foi por acaso nosso encontro. Estava escrito. Tinha que ser agora. Tinha que ser você... 

Só posso te dizer uma coisa... esses últimos 25 dias dos seus 8 anos serão lindos. Assim como os últimos 8 anos da minha vida foram especialmente coloridos... pintados à mão, por você! 

Te amo filho! Pequeno, grande, para sempre! Te amo! 














terça-feira, 23 de junho de 2015

ALFABETIZAÇÃO - E num passe de mágica, as letrinhas passam a ter sentido!

Lembro como se fosse hoje o dia em que estávamos parados no semáforo e, no banco de trás, Matheus começou a falar pausadamente: "ME-CÁ-NI-CA". Desse jeito mesmo, com acento agudo no "á", meu primogênito leu pela primeira vez espontaneamente uma palavra. A sensação foi deliciosa. Uma mistura de surpresa, alegria, conquista. Era um novo ciclo que começava ali na vidinha dele. Agora ele conseguia "enxergar", de fato, o significado das placas, outdoors e tudo o que queria e via pela frente. O mundo se abria para ele. Ele passava a ter acesso à informação e ganhava, embora ainda não tivesse noção disso, independência! A partir daquele momento ele não precisaria mais da mãe, do pai ou de qualquer adulto para ler uma palavra, uma frase, um texto inteiro. 

Rafa e a lição de casa
A alegria de presenciar esse momento é inexplicável. Lembro até hoje do dia em que eu, então com 7 anos, também dentro do carro, li pela primeira vez a palavra piano, enquanto meu pai passava na frente de uma antiga fábrica de pianos no bairro vizinho. E lembro também da festa que meu pai e minha mãe fizeram dentro daquela Brasilia bege quando a filha caçula leu sua primeira palavrinha. A história se repetiu (e coincidentemente também dentro de um carro!) tantos anos depois. E mesmo estando em papéis diferentes em cada uma das situações (primeiro, eu era a filha; agora a mãe) senti na pele a mesma empolgação sentida pelos meus pais muitos anos antes.

Quando se tem dois ou mais filhos um dos pensamentos que se vem a cabeça é que com o primeiro tudo é novidade, afinal, ele é o primeiro e vivenciará primeiro muitas coisas em sua vida. E isso é fato. E ponto. Mas como a vida surpreende e definitivamente não sabemos de nada do que está por vir, cada ser é único e com ele aprendemos e vivemos novas experiências. E com o Rafa, meu caçula, não poderia ser diferente. 

Rafa está na escola desde o ano passado. Foi com três para quatro anos. Para alguns, tarde para os padrões de hoje. Para mim, cedo para os padrões de antigamente. Rafa, diferente do irmão, não tem tanta pressa. Segue seu ritmo, sem muitas comparações, sem se importar muito com o ritmo de cada um. Fala pouco sobre a escola. Vez ou outra faz algum comentário sobre a aula ou alguma situação que aconteceu na sua tarde. E Rafa está sendo alfabetizado. Vez ou outra reconhece alguma sílaba em algum papel perdido pela casa. Outras vezes "desenha" algumas letras no quadro branco do seu quarto. Dia desses, pela primeira vez, conseguiu ler sozinho a palavra RUA em uma lição de casa. Ficou feliz. Ficamos felizes! Outro dia reconheceu numa revistinha de atividades a palavra PIPA. E, de novo, estampou um sorrisão no rosto como quem diz "Eu tô conseguindo!". E vibramos. E aplaudimos a sua conquista. Sem pressão. Sem pressa. Sem neura. 

Bilhetinho na agenda escrito pela professora
Ontem, Rafa chegou da escola e fez o que costuma fazer todos os dias... tirou o tênis, lavou as mãos, foi de encontro aos seus brinquedos. Não fez nenhum comentário especial. Vida normal. Vida que segue. Mais tarde, abri sua agenda e me deparo com um bilhetinho da professora. Rafa conseguiu ler a palavra FADA espontaneamente. Hoje cedo comentei sobre o bilhetinho e ele sorriu. "Tinha esquecido de te contar. Mas foi muito legal. Meus amigos bateram palmas pra mim. Fiquei feliz", contou. 

Rafa não é o primeiro e nem o último da sala a ler uma palavrinha. Muitas outras crianças certamente já juntaram as sílabas e conseguem ler espontaneamente. O tempo aqui não é o mais importante. A conquista é individual. A alegria também. Olhar um emaranhado de letras e conseguir decifrar o código é sem dúvidas fascinante. Assim como é fascinante apreciar o sorriso do Rafa quando ele consegue "desvendar" qual palavra está escrita por trás daquelas letras juntinhas. 

Rafa está crescendo! Com cinco anos eu e seu pai sequer íamos para a escola. Os tempos são outros. Que as FADAS, as PIPAS o levem sempre para o caminho do bem pelas RUAS da vida. Chegou a hora do Rafa! Podia ter sido antes. Podia ser depois. Não importa. O que importa é que ele está entendendo e compreendendo a essência disso tudo. Rafa está feliz. Acaba de subir mais um degrauzinho e escrever mais uma página dessa história que está só começando chamada VIDA. 

Parabéns, meu príncipe! Delícia poder acompanhar de camarote suas conquistas. 




Meu amorzinho! 


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Rafa e Mat - 2010 x 2015

2010 x 2015

Quem foi que acelerou o relógio e não me avisou? 

Os mesmos meninos, a mesma pose, a mesma fronha no travesseiro. 

Mas quanta diferença no tamanho! 

O tempo voa! 

E, a certeza, o amor só aumenta! 

"Os dias passam devagar, mas os anos voam!"

Bora curtir cada minutinho com os filhotes! 


Na primeira foto: Mat com 4 anos e Rafa com 6 meses
Na segunda foto: Mat com quase 9 e Rafa com 5 anos!