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terça-feira, 5 de março de 2019

ÓCULOS - Agora Mat é quatro olhos!

Mat sendo examinado
Semana passada levei os meninos para uma consulta de rotina ao oftalmologista. 
Todo início de ano costumo levá-los ao oftalmo. Foi uma recomendação da pediatra deles, alguns anos atrás, e de lá para cá nunca mais paramos.
  
Mas dessa vez o desfecho foi diferente. Acostumada a escutar do especialista que os meninos estão bem, dessa vez fomos surpreendidos com o diagnóstico do Matheus: 1,25 de miopia! Pois é, e o curioso é que ele mesmo nunca se queixou de dificuldade para enxergar de longe. Talvez porque a sala de aula não seja muito grande e a letra dos professores sejam maiores, não sei... Conclusão: Meu grandão vai ingressar no mundo dos "quadro olhos"! rs Sim, ele vai ter que usar óculos de grau!  

A principio, como o problema dele é miopia, a dificuldade é para enxergar de longe (lousa da escola, placas de rua mais distante). De perto (celular, computador, caderno) ele enxerga bem e não precisa da presença dos óculos num primeiro momento. 

E, ontem foi dia de escolher a armação! E coloca uma, coloca outra, essa sim, essa não e, enfim, a escolha foi feita. Daqui alguns dias ele saberá o que é usar óculos no dia a dia. 

Bem vindo ao clube, Mat! Eu "ingressei" nesse universo aos 8 anos, um pouquinho mais nova que você! rs

Uma coisa eu te garanto: você fica lindo com ou sem óculos! rs 

Te amo! 

Ah, e o Rafa? Não, o Rafa não precisa de óculos. Mas bem que ficou com uma pontinha de vontade quando soube que o irmão precisaria... rs 




Mat e as inúmeras armações! 


Rafa e o médico

sábado, 11 de março de 2017

RAFA - Quando um trabalho de escola traz uma avalanche de lembranças

Logo que nasceu, na UTI neonatal 
Era pra ser um simples trabalhinho de escola. Rafa precisava fazer uma espécie de linha do tempo desde que nasceu até hoje. Relembrando momentos marcantes de sua vida com textos e fotografias. A mãe aqui seria apenas uma coadjuvante para ajudá-lo a relembrar esses tais fatos e, claro, reunir as fotografias de cada ano. 

Mas, de repente, uma avalanche de lembranças e emoções tomou conta de mim. Como pode um serzinho ainda tão novo, que ainda sequer viveu longos anos de vida, trazer à tona tantas lembranças, saudades, a maior delas carregadas de alegria, outras que remetem a alguns momentos de dor, apreensão e ansiedade?

Rafa tem seis anos. Mês que vem completa sete. Poderia dizer sem titubear que ele "nasceu dia desses". Fecho os olhos e ainda lembro como foi quando recebi a notícia de que estava grávida de novo. Lembro perfeitamente do dia em que soube que seria um menino, o tão sonhado Rafael estava a caminho. Seguindo esse caminho imaginário lembro como se fosse hoje o dia em que me despedi da família e segui rumo ao centro cirúrgico para conhecer meu caçula. Era um misto de alegria e apreensão. Apreensão porque tinha deixado pra trás o filho mais velho, com apenas três anos e naquela hora bateu um medo lascado de que algo de ruim pudesse acontecer e me afastar dele. Alegria porque sabia que mais um pedacinho do meu coração estava prestes a bater fora de mim. 

De olhos fechados e coração pulsando forte, lembro do choro agudo e intenso daquele bebezinho, que parecia querer dizer algo. Lembro dos três longos dias intermináveis em que ele precisou ficar na UTI nenonatal porque estava com desconforto respiratório. A explicação dos médicos era de que Rafa tinha tido um estranhamento da vida fora do útero. Nascer é um choque, né Rafa? E assim como o susto, que você levou ao nascer, você também deu alguns sustinhos em nós um tempo depois... 


No aniversário de 1 aninho

O primeiro foi exatamente essa experiência difícil de conviver com o ambiente de uma UTI. Acompanhar de perto o drama de famílias que passam muitas vezes meses com seus bebês nesses ambientes, muitas vezes entre a vida e a morte, é, no mínimo uma aula prática de gratidão e amor à vida. O problema do Rafa, graças à Deus, não era dos mais graves. Mas ali aprendemos e vivenciamos de pertinho que a vida pode ser muito frágil. E que cada momento deve ser vivido com intensidade e valorizado por tudo o que temos e somos. 

Um tempo depois veio a notícia de que nosso bebê passaria pela primeira cirurgia para retirada de um cisto branquial. Hospital, anestesia, centro cirúrgico, pós operatório, muito choro - dele e nosso -. Mais uma experiência. Mais um passo. Aprendemos juntos a ser mais fortes. Anos depois, a segunda cirurgia. Já estávamos mais confiantes e, com isso, podemos dizer que tiramos de letra essa nova etapa. 

Primeiro dia de aula, aos 3 anos
Aí veio a escola, a nova rotina, as dificuldades de fala, as consultas na fono, as novas conquistas, os novos amigos, e aos poucos via que o sorriso desse menininho e a sua alegria mesmo diante dos momentos de dificuldade, se tornaram uma espécie de combustível para a gente seguir em frente, sem desanimar, sem desacreditar, sem nunca, jamais pensar em desistir. Mesmo nos momentos mais complicados que ele passou, ele soube sair de cabeça erguida. Essas dificuldades não foram apagadas da sua memória. Mas serviram de lição para seguir seu caminho. 

Esse ano, com a mudança de escola, estávamos apreensivos. Mas, agora, vendo ele sair todos os dias do colégio tão alegre, falante, sorridente e contando suas aventuras com os novos amigos, é um presente para nós. 

É Rafa, costumo dizer que não é por acaso esse nosso encontro nessa vida. Você veio para me ensinar muitas coisas, que eu precisava aprender e não poderia ter um "professor" melhor, do que você. 

Que delícia fazer esse trabalho de escola com você... certamente ele está recheado de amor e muitas lembranças deliciosas, que ficarão para sempre em nossos corações. 

Te amo, meu docinho! Hoje e sempre! 

Formatura da Ed. Infantil - 2015



quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Filho dodói x mamãe trabalhando. A matemática que não bate!

Quer ver o coração apertar? 

É ter que levar o filho pra escola meio doentinho ainda por que você precisa trabalhar e não tem com quem deixá-lo. 

Ontem, Rafa teve febre no colégio. A professora percebeu que ele estava mais quietinho que o normal, amuado, sem vontade de brincar. A febre ainda estava fraquinha, apenas uma pontinha, mas minutos depois o termômetro subiu... Quando cheguei para buscá-lo, depois de medicado, a temperatura já havia baixado, mas ele continuava borocoxô. 

Em casa, apenas beliscou o jantar e adormeceu. Horas depois acordou agitado, vomitando, reclamando de dor de cabeça e na barriga. Um temporal passou em casa naquele momento! Corre pra um lado, acode do outro, liga pra pediatra e, duas horas depois, está ele novamente tentando pegar no sono. 

A noite foi tranquila. Tranquila pra ele. Eu acordava de tempos em tempos para medir sua temperatura. Nada de febre. Mas hoje pela manhã veio a diarreia. Possivelmente, um quadro viral... uma famosa virose ou algo parecido. Quando foi pra escola estava um pouquinho mais corado, não tinha tido mais crise de diarreia nas últimas horas, só se queixado de dor de cabeça... 

Agora pouco, liguei no colégio e disseram que ele está bem. Ele está bem... e eu? Eu estou aqui, mas meu coração e meu pensamento ficaram com ele... no portão da escola! 


terça-feira, 17 de junho de 2014

Uma queda, um galo, um susto, uma certeza: como somos vulneráveis!

Quarta-feira, 11 de junho. Meu telefone toca, exatamente 1 hora depois que deixo o Matheus na escola. O visor do celular mostrando o nome do colégio já deixa um friozinho na barriga. Nos míseros segundos que levo o telefone ao ouvido, um gelo toma conta da barriga. Os dois filhos estavam no colégio. Ligação vinda de lá, naquele momento, era sinal de que algo havia acontecido. E como mãe só pensa em "tragédia" numa hora dessas, comigo não foi diferente. 

Quarta-feira é o dia favorito do Matheus. É o dia da aula de futebol! Ah, como ele ama futebol... Na terça a noite já começa a escolher a camisa do time que irá usar no dia seguinte... Na semana passada a escolhida foi a camisa do Bayer de Munich. Estava todo orgulhoso. Vestiu a camisa e o calção, escolheu o meião, ajeitou a caneleira, calçou a chuteira e pronto... se sentiu o craque naquele momento! O sorriso no rosto durante o caminho não negava sua felicidade. "Mãe, se eu fizer um gol vai ser pra você tá?", dizia todo empolgado. E assim, ele entrou pra mais uma aula de futebol. Mas como a vida é cheia de surpresas a gente nem imaginava o que estava por vir... 

A ligação do colégio era a própria professora do outro lado da linha. Levei um susto duplo! Como assim, a professora não estava em sala de aula? Não, não estava... e o meu receio foi confirmado: Matheus tinha caído durante o treino, bateu a cabeça forte no chão e fez um galo master bem pertinho da nuca. "O galo é grande. Ele está chorando e reclamando de dor. Acho melhor vir buscá-lo", dizia ela do outro lado da linha. 

Em menos de 10 minutos eu estava no portão do colégio. E o menino de sorriso largo, que uma hora antes entrou portão adentro foi substituído por um moleque com rosto molhado pelas lágrimas, cara de dor e com um galo do tamanho de uma laranja na cabeça. O abraço foi instantâneo. "Mãe, foi muito rápido. Eu escorreguei na tela. Não consegui me segurar!", tentava explicar para si mesmo o que não tinha explicação. Era uma fatalidade. 

Corremos pro hospital, afinal o galo não era ignorável. Era grande mesmo o danado. E no caminho, a situação foi piorando. Vômito, sonolência, irritabilidade excessiva. Horas depois descobri, pelo próprio médico que o atendeu, que esses três sintomas somados ao galo são sinais de alerta! O atendimento até que foi rápido, principalmente se levarmos em consideração as superlotações dos prontos socorros nessa época do ano. Depois de duas injeções, uma pra dor e outra pra controlar a náusea, ele foi encaminhado para uma tomografia. Havia o risco de sangramento. Mais duas horas depois, o resultado da tomo negava, naquele momento, uma gravidade maior. Por um instante, um alivio. Mas o médico foi enfático. Dizia que as próximas 48 horas eram cruciais e que a qualquer sinal de anormalidade, deveríamos voltar rapidamente ao hospital. E mais, que daqui alguns meses a tomo deveria ser repetida. 

Graças à Deus, até o momento o final foi feliz. Mas o acidente do Mat me fez sentir na pele o quão frágeis e vulneráveis somos. Estamos expostos e suscetíveis a qualquer fatalidade, a qualquer momento. Descobri o real significa do "quem está na chuva é pra se molhar". Mas quando esse susto vem de um filho, é um pouquinho pior... Claro que este não foi o primeiro susto, que passo como mãe. Os dois são moleques, já acumulam vários arranhões, machucados leves, galos e hematomas pra todo lado. Isso sem falar nas "ites" todas, que vez ou outra aparecem em nossas vidas. Mas dessa vez foi diferente. Num piscar de olhos, a felicidade que tomava conta do menino deu lugar para uma total apreensão. O clima descontraído da quadra foi substituído por um box de PS. O professor querido ficou pra traz e diante de nós estava um médico, excelente por sinal, que não escondeu em nenhum momento sua preocupação com o quadro apresentado pelo Matheus. Adrenalina a mil. Nervos à flor da pele. E a certeza de que não estamos livres de nada. Nem nós, nem nossos filhos... Por um instante dá uma vontade de colocá-los dentro de uma redoma de vidro. Assim ficariam intactos. Não correriam riscos. Mas também não seriam felizes. São passarinhos, querem voar... tem sede de descobertas, de novos ares, de aprendizados. E assim, livre, Mat segue seu caminho... 

Amanhã, é quarta-feira e, adivinha? É dia de futebol. E, como hoje é terça, Matheus já escolheu a camisa que vestirá amanhã: da seleção brasileira. Simples assim, sem traumas, sem medos, mesmo que o galo gigante da semana passada ainda esteja lá, agora pequenininho, na sua cabeça... Por que o importante pra ele é ver a bola rolar... E, para mãe aqui, resta pedir ao anjinho da guarda dele muita, mas muita atenção e que ele seja feliz correndo atrás da redonda... E que esteja livre de sustos maiores... E que meu coração aguente tantas emoções... 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

BRUXISMO: quando a criança range os dentes

Crec Crec... Crec Crec. O barulho é parecido com um leve rangido. Acordei no meio da noite com esse barulhinho e na hora bateu um frio na barriga. O som já era familiar. O que não esperava era passar por tudo isso de novo, agora com o filho mais novo. Em 2011, percebi que o Matheus rangia os dentes enquanto dormia. Depois de passar pela pediatra e odontopediatra veio o diagnóstico: Bruxismo. Sim, meu primogênito ansioso rangia os dentinhos enquanto dormia e já era visível o resultado de tal feito: dentes de leite gastos, retos e mais baixos do que deveriam. A preocupação era evitar que ele gastasse os dentes permanentes que estavam por vir. A solução, na época, foi o uso do aparelho móvel para dormir, já que o Matheus estava em fase de troca de dentição e o espaço para os dentes permanentes que estavam por vir era pequeno demais. Resolvido! O aparelho, a partir de então, teve duas funções: abrir a arcada do Matheus garantindo maior espaço para os dentes grandes permanentes e, de quebra, ainda evitava o atrito entre os dentes. 

No último sábado foi a vez do Rafa passar na dentista. Á princípio era para ser uma consulta de rotina, para fazer uma limpeza e dar uma "geral" em sua boquinha. Assim que ele sentou na cadeira e abriu a boca, veio o susto: "Rafa está rangendo os dentes! Olha só como estão gastos e retinhos! Ele range enquanto dorme", afirmou a odontopediatra. Junto com a afirmação veio um frio em minha barriga. De novo? Mais um filho ansioso? Como não há nem sinal de troca de dentes ainda, afinal ele acabou de completar 4 aninhos, a solução é esperar. A dentista sugeriu colocá-lo na natação a noite com o intuito de relaxar a musculatura na tentativa de deixá-lo mais relaxado na hora de dormir. 

Mas o que mais me intrigava era não ter ouvido o som do rangido enquanto ele dormia. Pois é, não tinha ouvido até esta noite. Depois de um dia de muita tosse acabei dormindo com ele essa noite. E, entre uma tossida e outra, quando o sono dele ficou mais profundo, acordei com o crec crec... Sim. O Rafa está rangendo. A força com que ele apertava os dentinhos me impressionou. Tentei abrir a boca dele, com cuidado, para evitar o rangido e senti a pressão que ele colocava nos dentes. Não é a toa que algumas pessoas podem até quebrar os dentes enquanto rangem, pois a pressão é forte demais. 

Bruxismo não tem remédio e a causa pode ser de fundo emocional (estresse, ansiedade). Nessa idade do Rafa é considerada por alguns especialistas como normal e tende a passar com o tempo. Aqui a em casa, a recomendação é esperar e tentar deixar o molequinho o mais relaxado possível no período da noite. Vamos tentar! 

Abaixo um textinho sobre criança que range os dentes: 


Rafa na dentista: dentinhos
gastos por conta do Bruxismo




Texto retirado do site BabyCenter Brasil:

Quando a criança range os dentes


Ainda não se sabe exatamente por que as crianças rangem os dentes, mas os especialistas costumam associar o hábito a alguns fatores, como tensão ou estresse, dor (de ouvido ou pelo nascimento dos
dentes, por exemplo) e problemas de oclusão (quando os dentes não se "encaixam" direito).

Há quem diga que a alergia pode influenciar, e até a presença de parasitas, como lombrigas, mas não
há nenhuma prova científica de que haja relação entre esses fatores e o ranger de dentes.

Antes de se assustar, porém, saiba que muitas vezes a origem do barulho é bem mais inofensiva: 
a criança está apenas se acostumando à presença dos dentes na boca.
Estudos mostram que a tendência a ranger os dentes (também chamada de bruxismo) é maior se os
pais também fazem a mesma coisa. E a criança tem mais chance de ranger os dentes se costuma
falar dormindo ou babar.
De acordo com um estudo publicado no Journal of Dentistry for Children, cerca de 38 por cento das 
crianças rangem os dentes. Em média, o hábito aparece aos 3 anos e meio, e permanece até os 6,
embora gente de todas as idades ranja os dentes. Quase sempre, o ranger de dentes acontece 
durante a noite.


Ranger os dentes é prejudicial? 

Na maioria dos casos, não. É muito pouco provável que seu filho consiga prejudicar os dentes 
fazendo isso, e é grande a chance de ele abandonar logo o hábito. Mas vale a pena mencionar o caso
para o dentista, para que ele examine bem os dentes para ver se eles não estão se desgastando pelo
atrito.



Há algo que eu possa fazer para acabar com isso? 

Apesar de o barulho ser muito estranho, o melhor a fazer é esperar essa fase passar. Em todo caso, 
vale a pena investir num ritual bem tranquilo para a hora de dormir.

Caso seu filho esteja com dor de ouvido ou com os dentes nascendo, você pode dar a ele a dose 
correta de analgésico, conforme prescrita pelo médico, para aliviar o desconforto. Lembre-se de que 
nunca se deve dar aspirina a crianças.
Para crianças mais velhas, o dentista pode recomendar uma placa feita sob medida, uma espécie de aparelho, que protege os dentes. Mas essa alternativa só é utilizada quando a criança já tem alguns 
dentes permanentes, a partir dos 6 anos.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

RAFA - SEGUNDA CIRURGIA DA SUA VIDA

Rafinha é um moleque sapeca, levado da breca. Chegou, chegando, como dizem. É danado, espuleta, fala pérolas que nem mesmo nós acreditamos. Mas esse peralta gosta também de dar sustos na mãe... 

Aos 8 meses passou por uma cirurgia para retirada de um cisto branquial. Um baita susto para todos nós, da família. 

Agora, aos 3 anos e meio, eis que o meu grandão volta ao centro cirúrgico. Dessa vez, para uma cirurgia de fimose. A cirurgia foi marcada com uma certa urgência por que o Rafa estava com parafimose. 

A cirurgia foi realizada no Hospital Infantil Sabará, no dia 10 de dezembro, pelo dr. Elcio Baldacci. Foi tranquila, simples e tudo estaria perfeito não fosse o pós operatório. Rafa precisa ficar de repouso, mas, lembra o que disse no início desse texto? Ele é um menino sapeca, levado da breca! Pois é, e meninos assim não fazem repouso! 

Graças à Deus meu pequeno está melhorando aos poucos. A região ainda está inchada. Diz o médico que se ele ficasse mais quietinho estaria melhor. Mas o Rafa finge não entender e sai pulando pela casa, como se nada tivesse acontecido... 

De "piu piu" novo, meu moleque segue sua vidinha feliz e, aos poucos, voltando ao normal. 
Moleque sapeca, levado da breca... Forte como uma rocha! Pare de dar sustos na mãe... chega de cirurgias! rs

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

REFLUXO: VAI EMBORA, PLEASE!

Há cinco meses, aproximadamente, Matheus passou por uma endoscopia digestiva onde foi diagnosticada uma gastrite mediana e um refluxo gastroesofágico chatíssimo. Ao longo desses meses embarcamos com ele num universo até então desconhecido para nós e, por alguns momentos, assustador. "Como controlar a alimentação de uma criança que já é tão dificil e seletiva na hora de comer? Como restringir alimentos para quem, por conta própria, já limitou seu leque de variedades tão drasticamente?". Pois é, mais uma missão para família toda.

Por um lado a "restrição" alimentar espontânea do Matheus nos ajudou. Ele não chega perto de refrigerantes e condimentos. Catchup, mostarda, molhos fortes não fazem parte do seu cardápio por decisão própria. Doces, pudins, bolos recheados e gordurosos também não encantam meu menino. Mas ele é criança e ama chocolate. Ama também um suco de fruta natural, que sempre foi motivo de orgulho para todos nós. O problema é que agora as frutas ácidas (suas favoritas) estão proibidas também: laranja, abacaxi, maracujá, não pooooode!

Matheus sofreu nos últimos meses. Ficou sem sua amada batatinha frita. Mas também aprendeu que ela pode sim ser muito gostosa se assada no forno. E, hoje, diz todo orgulhoso que prefere a batata mais saudável. Pena que não dá pra fazer uma "versão mais saudável" do chocolate. Esse não tem jeito mesmo, precisou ficar mais "ausente" do seu dia a dia. Só de vez em quando.

O suco de abacaxi também foi o que mais deixou saudades. Matheus tomou muito suco de abacaxi na sua vida. Mas a sua fruta favorita virou vilã e precisou ser abolida do cardápio. Ele reclamou. Chegou a matar saudades do suco tão amado algumas poucas vezes, mas esse "encontro" foi bem raro, afinal o estômago não se dá bem com essa fruta.

Balas, chicletes, piruitos, bolachas recheadas, tudo isso passa raramente pela vidinha do Mat agora. Ele, que nunca exagerou nos doces mesmo, hoje vê menos ainda essas guloseimas na sua frente. Como resultado percebemos que ele está mais magro. Cresceu, esticou, mas está sequinho. As costelinhas estão mais salientes. Claro, que isso também é motivo de preocupação da mamis aqui, mas sei que ele está se alimentando e comendo melhor que antes.

Entretanto, o que mais preocupa é o bendido Refluxo Gastroesofágico. Mesmo com todas essas mudanças, Matheus continua apresentando sintomas da doença. Vez ou outra volta gostinho (líquido). Vez ou outra voltam alimentos. É muito chato. Muito desagradável. Ele toma há cinco meses o mesmo remédio para refluxo três vezes ao dia. Mas, as vezes, parece que não houve melhora ainda. Pelo menos melhora significativa. Talvez tenha que passar por uma nova endoscopia no início do ano para checar se a gastrite realmente foi embora ou se está camuflada, escondidinha por traz do refluxo.

O nosso dia a dia é completamente maluco. Ele precisa comer a cada duas, três horas em pequenas quantidades. Ele até tem fome pra isso. O problema é que ele continua restritivo, lembra? O que dar pra uma criança que não come de tudo a cada duas horas. O leque dele de opções, embora tenha melhorado, ainda é restrito. "Matheus você vai ficar com cara de bolacha de leite. Aceita uma salgadinha?" Não. "Matheus não dá pra uma pessoa comer apenas maçã de fruta na vida. Vamos de banana hoje?" Não. Matheus pão de queijo todo dia não pode. Posso passar um requeijão no pão francês?" Não.

Tarefa dificil pra essa mãe aqui, que não desiste nunca, mas que tem horas que parece perder as forças e a imaginação para conseguir inserir um alimento novo em sua vida. Quando conseguimos e a tentativa é bem sucedida é motivo de festa por aqui. Dia desses ele, que sempre foi apaixonado por pastel de queijo, aceitou (acho que de tanta vontade!) a comer pastel assado. Confesso que a massa nem era tão boa assim, mas ele comeu compulsivamente e ficou feliz da vida. Vitória. Mais um alimento pra lista dele.

E, aproveitando, que hoje é 31 de dezembro, último dia do ano, além de pedir o de sempre (saúde, amor, alegria, relizações, paz), tenho um pedido especial: Refluxo vai embora. Você já ficou bastante aqui com a gente. Hora de você seguir sem caminho, meu chapa! Bye bye.

sábado, 11 de agosto de 2012

GASTRITE INFANTIL: por essa eu não esperava

Há algum tempo Matheus tem reclamado que volta um "gostinho ruim" na boca, segundo ele. Um tempo depois, a queixa aumentou. Agora além do gostinho voltava também pequenos pedaços de alimentos que foram ingeridos algumas horas antes. Levamos a questão à sua pediatra, que a principio suspeitou de refluxo, mas não abriu mão de uma endoscopia digestiva para ter certeza do diagnóstico.
Confesso que não foi fácil autorizar meu pequeno-gigante a passar por uma endoscopia. Eu mesma já fiz o exame várias vezes, mas quando recebi todos os cuidados do procedimento quando se trata de uma criança, tive um aperto no coração. Pra começar, a endoscopia em criança é feita em centro cirurgico, pois trata-se de uma paciente mais delicado do que um adulto.
Enfim, nessa hora o racional teve que falar mais alto e ontem fomos nós três - a mãe, o pai e o paciente - para o Hospital Sírio Libanês, às 6h da matina para encarar o fato.
Graças à Deus ocorreu tudo bem. Algumas horas depois, o Matheus já estava ótimo, tranquilo, brincando como se nem tivesse tomado uma anestesia horas antes.
E foi nesse momento que recebemos o diagnóstico: gastrite!
Nem o médico que realizou o exame estava acreditando muito. Segundo ele, não é tão comum gastrite nessa faixa etária e que necessita tratamento.
Depois da surpresa, vem a culpa (e como mãe gosta de assumir culpas!). Errei na alimentação dele? Mas quem conhece o Matheus e o seu histórico alimentar sabe do que estou falando. Ele tem uma relação complexa com comida, embora esteja muito melhor do que dois, três anos atrás. Errei no modo de agir com ele? Sou agitada, sou nervosa, sou ansiosa até o último fio de cabelo... será que passei tudo isso à ele e por isso gerou essa ansiedade toda que passou os limites do estomago? Não sei... Mas também não é só isso... tem a pressão escolar que ele mesmo criou na própria cabecinha. Ele quer ler, ainda não consegue e se cobra demais com isso, mesmo a gente falando para relaxar e dar tempo ao tempo.
O fato é que agora estamos em busca de um gastro infantil. A psicóloga que o acompanha há quase dois anos já está sabendo também para ajudar com o lado emocional. A alimentação, claro, vai ter que passar por algumas modificações: menos batata frita, menos suco de abacaxi, menos chocolate - acho que suas três paixões na culinária! rs
Mas o negócio é tocar o barco e enfrentar mais essa maré forte...
Abaixo um pouco sobre gastrite infantil, que encontrei no site  da Revista Claudia.

 

 

Como tratar a gastrite infantil

As causas da gastrite infantil são variadas e é comum que haja mais de um fator para a doença. O principal, porém, é o estresse. Submetidas às pressões da escola, donas de agendas cheias e frequentemente expostas a tensões familiares, as crianças são vítimas fáceis do estresse e, por tabela, das doenças desencadeadas por ele – sobretudo a gastrite. Junte-se a isso a predisposição genética (normalmente, os pais sofrem ou já sofreram do problema), alimentação inadequada (frituras, refrigerantes, alimentos muito condimentados e sucos artificiais), horário irregular para as refeições e o quadro está completo. “Problemas alimentares dificilmente são a única causa nessa idade. Na maioria dos casos, há nervosismo por trás”, observa a gastroenterologista Yu Kar Ling Koda.

Dores e náusea

O estresse desperta um mecanismo perverso no nosso organismo – e que não poupa as crianças. Quando estamos sob tensão e ansiedade, nossas vias nervosas ativam o hipotálamo, região do cérebro que fabrica adrenalina e noradrenalina. Essas substâncias, por sua vez, estimulam a produção de ácido clorídrico. Indispensável para a digestão, esse ácido, quando secretado em quantidades acima do necessário, irrita as mucosas do estômago e causa a inflamação característica da gastrite. Frágil, o órgão se contrai, provocando dores e náusea.

Remédio, dieta e terapia

O tratamento da gastrite infantil envolve antiinflamatórios, dieta e, muitas vezes, acompanhamento psicológico. O pediatra ou o gastroenterologista deve receitar remédios para combater a inflamação e prescrever uma alimentação que não irrite o estômago.

Veja algumas dicas para não estressar seu filho:

• Sempre que possível, a criança deve ficar longe das brigas familiares. Quando os pais discutem, ela se sente responsável, percebe que é impotente e acaba angustiada e insegura. A ansiedade pode transformar-se facilmente em males físicos.
• Não menospreze as queixas da criança sobre a escola. Professores que cobram bom desempenho sem estimular o aluno são outra causa comum do estresse. Converse com o professor sobre a importância de elogiar, de dar instruções claras em sala de aula e de respeitar a individualidade de seu filho.
• Toda criança necessita de tempo livre para brincar, cochilar ou simplesmente não fazer nada. Essa é a maneira mais eficiente de desenvolver aptidões e compreender o mundo em que vive. Agendas lotadas farão com que fique agitada e não saiba conviver com momentos de solidão e descanso.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

MATHEUS ESTREANDO NO GESSO

Matheuszoca caiu hoje do escorregador na escola e... torceu o cotovelo. Depois de muito chorar de dor veio o diagnóstico: três dias com uma tala no braço esquerdo. Ufa! A sorte é que é no esquerdo... ainda dá pra fazer a lição de casa!

Ele ficou assustado com a notícia. Agora, está até achando engraçado... pelo menos por enquanto, que é novidade... rs

Olha ele aí:

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

ESTREANDO O APARELHO NOS DENTES

Na última quarta, dia 14/12, o Matheus "estreou" seu aparelho e... não gostou! Ele estava empolgado demais com a novidade, escolheu a cor, pediu para botar o simbolo do time preferido e estava até tristinho por que iria usá-lo somente para dormir. Era empolgação demais para um aparelho! E, como era previsto, ele sentiu, na prática, que não era uma festa.
Ainda no consultório ele ameaçou fazer carinha de choro, mas aguentou firme. Chegando no carro pediu para tirar o aparelho (a dentista pediu para ele ir de aparelho até em cada para ir se acostumando). Teve ânsia, teve incômodo (afinal são dois - superior e inferior). Disse que é muito chato usar aparelho. Como também já era previsto...
Para complicar ainda mais a situação, ele bota a língua no aparelho e o "danado" cai toda hora, não para na boca. Um saco. Tá muuuuito mais dificil "domar" o aparelho no Matheus do que foi suportar a dor em mim quando usei, anos atrás.Eu já era mais velha, sabia que tinha que usar, não tirava toda hora, não chorava...
Até agora foram duas noites com o aparelho. Quer dizer, duas tentativas por que no meio da madrugada ele tira o de cima mesmo dormindo.
Agora pouco ele acordou assustado, meio choroso, dizendo que tinha perdido o aparelho... Calma Matheus, a mamãe o encontrou ao lado do travesseiro... e o resgatou!
Até a proxima noite filho! E quando será que você vai se acostumar com esse danadinho?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

RANGER OS DENTES - Decisões dificeis para uma simples mãe!

No "exercício" de ser mãe nos deparamos, muitas vezes, com situações delicadas e momentos onde temos que tomar decisões, que nem sempre são fáceis. Mas não tem jeito. Tem horas (e são muitas, diga-se de passagem) que não dá pra "pular" ou "deixar em branco" como num jogo. Temos que decidir e correr sim o risco de ter tomado a decisão errada.

Matheus tem bruxismo (range os dentes enquanto dorme, para quem não sabe). O diagnóstico foi confirmado em julho. A dentista percebeu, na época, que os dentinhos já estavam mais gastos do que deveriam. Diagnóstico confirmado foi a hora de entrar em ação. A pediatra, que é também homeopata, entrou com medicamento fitoterápico. Dez gotinhas três vezes ao dia. À princípio por três meses para observar. Mas é dificil observar. Afinal eu também durmo, enquanto meu filho dorme. Vez ou outra a pediatra perguntava: "Matheus parou de ranger os dentes?". Não sei, doutora. Pelo menos não tenho ouvido - disse algumas vezes. Os meses passaram. Matheus está menos ansioso (ah... não disse aqui, mas a possível causa do seu bruxismo é a ansiedade. Ela mesma, que tb vive atormentando esta mãe aqui!). Matheus faz terapia há um ano. Semana retrasada a psicóloga também disse que está feliz com o andamento dele. Ela também acha que ele está menos ansioso também. Notícia boa.

Enfim, o fato é que na semana passada, quando acordei para pegar o Rafa que chorava no berço, escutei o Matheus ranger um pouquinho. Mexi nele e logo ele parou. Fiquei um pouquinho de "plantão" e ele dormiu, silencioso. Na noite de domingo para segunda acordei com um barulho que parecia uma "mini britadeira" (exageros à parte!). Era meu filho rangendo os dentes. Fiquei assustada. O barulho era tão alto que acordei, no quarto ao lado. Fui até lá. Mexi nele. Parou. Começou em seguida. Muito forte. A sensação é péssima. Parecia que ele quebrar os dentinhos a qualquer momento. Acordeio-o. Ele parou. Mas voltou a ranger tão forte quanto antes. Era pouco mais de 3 e meia da madruga. Não consegui dormir mais. Pode parecer bobagem, mas fiquei realmente assustada. De manhã, liguei pra pediatra e a orientação foi aumentar a dose do remédio à noite e ligar para a dentista. E foi o que fiz. Na quarta a dentista o examinou. Tudo indicava que ela já ia tirar o molde para fazer a plaquinha (essa plaquinha impede dos dentes baterem enquanto a criança dorme). Só que quando ela olhou a boquinha dele, viu que os dois dentinhos permanentes que estão crescendo estão tortinhos, sem espaço, já que eles  são maiores do que os de leite. Saí de lá com uma papelada imensa de solicitação de exames para fazer "aparelho". Como assim aparelho, perguntei. Ele não ia usar plaquinha? "É", disse ela, "Mas nesse caso a recomendação é usar aparelho - só para dormir - pois ele resolve as duas coisas - impede os dentes de se encontrarem e já auxilia na posição do dente".

Ok. Sou jornalista, não sou dentista. Quem sou eu para discordar. O fato é que de lá pra cá duas pessoas - uma delas dentista e a outra não, disseram que isso não está correto. Que colocar aparelho em criança de cinco anos pode ser até prejudicial. Mas outras duas, uma médica e outra dentista, disse que está correto.

E agora? Logo eu, que não entendo nada de dentes, vou ter que decidir uma coisa tão séria dessas? Nesse caso, ouvir várias opiniões, me deixou mais confusa do que antes. Se não usar, pode até quebrar os dentes de tanto que range. Se colocar, pode prejudicar a formação dos dentes e até do maxilar. E aí? Como assim um peso desses nas costas de uma mãe? Ser mãe pode até ser padecer no paraíso, mas vamos combinar que ser mãe é também andar na corda bamba diariamente e ter a certeza de que a qualquer momento podemos pisar em falso e falhar.

terça-feira, 3 de maio de 2011

SAÚDE - Apartamento ou hospital?

Final de semana de festa, muita alegria, mas também muitos problemas por aqui. Matheus começou a semana com faringite. Está com uma tosse digna de um "belo cachorro". Tadinho. Rafa, por sua vez, está com princípio de bronquiolite. O nariz escorre mais que um chafariz! Acabamos de chegar da pediatra com os dois diagnósticos. E dá-lhe xarope, antialérgico, rinossoro e muita, muita inalação. Só por Deus mesmo...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

SUSTOS DE MÃE - Rafa vai fazer uma cirurgia

O meu pequeno príncipe vai ter que passar por uma cirurgia ainda este mês. Ele nasceu com um sisto branquial no pescoço, que deve ser retirado. Segundo os médicos trata-se de uma cirurgia simples, mas que necessita anestesia geral e internação hospitalar. Óbvio que estou preocupada. Óbvio que estou ansiosa com a situação. Nunca imaginei ter que lever meu baby para um centro cirúrgico.
Mas estou otimista. Meu gigante já superou outros obstáculos na sua pequena vida e este será apenas mais um. Só recapitulando, o Rafa foi confundido por um médico infeliz como um aborto retiro. Quando nasceu teve desconforto respiratório e foi direto pra UTI, onde ficou por três dias. Enfim, esse baixinho já tem história... e anda testando os nossos corações.
Deus te abençõe sempre Rafa!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A ASSOMBRAÇÃO DO EXCESSO DE LÍQUIDO

Acabei de voltar do Hospital São Luiz onde fiz o meu oitavo ultrassom desta gravidez! Pois é, oitavo! O motivo de tantos exames é o excesso de líquido, que precisa ser acompanhado de perto. E, mais uma vez, ele me deixou tensa: estou de 35 semanas e 1 dia de gestação e o líquido bateu na casa dos 25cm, o que já é considerado excesso pelos médicos. Estou com polidrâmnio, nome dado ao líquido acima do normal.
Amanhã cedo falo com o obstetra para saber que rumo tomar. Mais uma noite de ansiedade...

Pra entender melhor o que significa o tal "Polidrâmnio", aí vai um textinho bem explicativo...

O que é Polidrâmnio?

Polidrâmnio, ou hidrâmnios, é o nome técnico para o excesso de líquido amniótico no útero. É algo que ocorre em cerca de 1 por cento das gestações, e pode ter vários motivos. No primeiro trimestre da gravidez, o líquido se acumula a partir do sistema circulatório da mãe. No início do segundo trimestre, o bebê começa a engolir o líquido e processá-lo pelos rins, eliminando-o na forma de urina. O volume total de líquido é reciclado pelo bebê num intervalo de poucas horas (sim, é verdade, o líquido amniótico é basicamente xixi do bebê!). Às vezes, no entanto, o sistema fica desequilibrado por algum motivo, e o líquido pode se acumular ou então diminuir demais (o oligoidrâmnio), o que pode provocar problemas.
Para que serve o líquido amniótico?
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O líquido amniótico envolve o bebê durante todo o seu desenvolvimento, dentro do saco amniótico, também conhecido como bolsa das águas. Ele serve para: • Amortecer choques e movimentos bruscos. • Impedir que o cordão umbilical seja comprimido, o que prejudicaria o fornecimento de oxigênio para o bebê. • Manter uma temperatura constante dentro do útero. • Proteger o bebê contra infecções. • Permitir que o bebê se movimente, desenvolvendo os músculos e os ossos. • Ajudar na formação do sistema digestivo e respiratório, já que o bebê "inspira" e "expira" o líquido, e o engole, eliminando-o na forma de urina.


Qual é a quantidade ideal de líquido?

O volume de líquido amniótico vai aumentando com o decorrer da gravidez, e costuma chegar à sua quantidade máxima por volta de 34 semanas de gravidez. Nessa altura, você tem entre 800 ml e 1 litro de líquido dentro do útero. Depois disso, o volume vai diminuindo devagar, até o bebê nascer. Quando há polidrâmnio, esse volume pode chegar a até 3 litros.


Como dá para saber quanto líquido tem dentro da barriga?

Para medir a quantidade de líquido, é preciso fazer um ultra-som. Seu médico vai solicitar um se desconfiar que a quantidade de líquido está acima da ideal. O polidrâmnio costuma aparecer por volta da 30a semana de gravidez. Entre os sintomas estão o crescimento muito rápido da barriga, a sensação de pele esticada e brilhante, e a falta de ar. Você pode ter também dores abdominais, muita azia, prisão de ventre, inchaço nas pernas e varizes. Mas lembre-se de que esses são todos sintomas normais da gravidez, que não indicam necessariamente um problema. A maior indicação de que há excesso de líquido aparece quando o médico mede a sua barriga, nas consultas do pré-natal. Se ela estiver maior que o normal, talvez ele peça um ultra-som. A ultra-sonografia é capaz de medir a quantidade de líquido em torno do bebê. O ultra-sonografista fará cálculos para chegar ao índice de líquido amniótico (ILA), cujos valores normais ficam entre 5 cm e 25 cm. Quando o ILA está acima de 24 cm, os médicos consideram que há polidrâmnio.


Por que o líquido se acumula demais?

Pode ser difícil identificar a causa, e às vezes ela não chega a ser esclarecida. O problema pode estar na mãe, na placenta ou no bebê. Algumas das possíveis causas dos casos mais severos são: • Quando a mãe tem diabete, com níveis de açúcar no sangue não controlados, o bebê produz mais urina, o que aumenta o volume de líquido. • Gravidez de gêmeos, especialmente se eles forem idênticos. • Infecções que afetam o bebê, como rubéola, citomegalovírus, toxoplasmose e sífilis podem estar associadas ao polidrâmnio. • A incompatibilidade do fator Rh pode provocar anemia no bebê e causar o problema. • Em 20 por cento dos casos de excesso de líquido amniótico, há um problema congênito no bebê. Pode ser uma obstrução no esôfago, que impede que ele engula o líquido amniótico, uma fenda labiopalatina ou ainda alguma alteração no sistema nervoso central, no coração ou nos rins. Por isso os médicos examinarão o bebê com atenção num ultra-som detalhado. • Às vezes, o polidrâmnio aparece quando o bebê tem alguma anomalia cromossômica, como a síndrome de Down ou de Edward. • Em casos raros, há algum problema na placenta ou nas artérias do cordão umbilical. Não se esqueça, porém, de que a maioria das mulheres que apresenta polidrâmnio tem bebês saudáveis, em especial quando a elevação no volume não é tão pronunciada.


O que vai acontecer se eu for diagnosticada com excesso de líquido?

O médico vai investigar se você tem diabete. Só o controle dos níveis de glicose no corpo já é capaz de reduzir a quantidade de líquido. Você também será submetida a ultra-sonografias para examinar o bebê em detalhe. O obstetra pode pedir outros exames de laboratório para descartar uma infecção. Dependendo da causa do aumento de líquido, o médico pode receitar um remédio que ajude a reduzir a quantidade de urina produzida pelo bebê. Nos casos em que o acúmulo de líquido é muito grande, existe a possibilidade de realizar um procedimento, no hospital, para drenar parte da água. O objetivo é reduzir o risco de parto prematuro, devido ao tamanho da barriga, e de descolamento da placenta. O problema é que se trata de uma técnica invasiva que também traz outros riscos, como o de infecção e de sangramento. Seu médico vai avaliar junto com você os prós e os contras desse procedimento. Na maioria das mulheres com polidrâmnio, a recomendação geral é de repouso, para retardar ao máximo o parto.


Há alguma diferença no parto?
Cerca de 20 por cento das mulheres com polidrâmnio acaba tendo um parto prematuro, porque o útero fica muito distendido. É importante ir para o hospital ao primeiro sinal de trabalho de parto prematuro. Como há muito líquido no útero, aumenta o risco de um pedaço do cordão umbilical sair pelo colo do útero antes do bebê, quando a bolsa romper. Esse incidente se chama prolapso de cordão umbilical, e exige a realização de uma cesariana de emergência. Outro risco que é maior nos casos de polidrâmnio é de descolamento da placenta durante o trabalho de parto e de hemorragia pós-parto, porque o útero pode ter dificuldade de voltar ao tamanho normal. Por esses motivos, pode ser que os médicos prefiram que você marque uma cesariana, em vez de esperar pelo parto vaginal.