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quinta-feira, 16 de julho de 2015

FILHO - O desafio de organizar uma festa surpresa!

Recebendo os 9 anos com festinha surpresa! 

Certa vez ele fez uma confissão: "Mãe, meu sonho é ter uma festa surpresa". E passou. Afinal, se fosse logo depois não seria surpresa... Mas a mãe aqui guardou essa informação e não esqueceu. O desejo do pequeno seria sim um dia realizado. E ontem foi dia de realizar sonho por aqui... um dia em que ele sequer imaginava que pudesse acontecer. 

Matheus completará 9 anos na próxima segunda-feira, dia 20. E desde o ano passado trocou uma festa grandinha por viagem com a família. (Primeiro sinal de que meu grandão está crescendo!). E, claro que estamos curtindo essa nova fase. Aniversário em mês de férias = passeio em família! Delícia. Mas Mat também é festeiro (e a mãe também!) então pelo menos um bolinho precisa rolar. E ontem foi dia de apagar velinha por aqui, já que no dia mesmo do seu aniversário estaremos longe de casa. 

O grande desafio de planejar uma festinha surpresa pro filho é conseguir manter segredo com a pessoa debaixo do mesmo teto que você. Nesse caso teve um agravante, Matheus já está de férias da escola, portanto, está do meu lado praticamente o dia todo. Como foi uma comemoração bem pequena, só para algumas crianças, cuidei de cada detalhe pessoalmente. Na noite anterior, por exemplo, ele me viu enrolando brigadeiro e beijinho na cozinha. "Para quem você está fazendo isso?". A resposta estava na ponta da língua: "É uma encomenda para uma amiga...". Com o bolo foi a igual. "A mesma amiga dos doces pediu para eu dar uma força. Vou dar o bolo pra ela de presente". E a história colou. 

Uma hora antes da surpresa acontecer deixei ele e o irmão no apartamento da vó, alguns andares abaixo do nosso. A desculpa dessa vez foi que eu precisava escrever algumas pautas e que sozinha renderia melhor. Aí a correria começou. Bota bandeirinha na parede, enche bexiga, ajeita o bolo e docinhos na mesa e desce zilhões de vezes para buscar a criançada que chegava na portaria. Aos poucos o ambiente foi ficando com "cara" de festa e a sala foi tomada por um clima delicioso. A alegria estava no ar. 

Amigos à postos era hora de "arrancar" o irmão de perto dele. Desci e ele estava cansado de ficar na vó. Queria sair. Consegui entretê-lo com um jogo e disse que subiria na frente para o Rafa trocar de roupa. Colou mais uma vez. Lá em cima todos os amigos já estavam com as máscaras que distribuí dos Minnions, aquele mesmo do filme que está em cartaz no cinema. Interfonei pra minha mãe e pedi para o Matheus subir. E aí não poderia ter sido melhor. A carinha dele de surpresa foi incrível. Ele ficou emocionado, feliz, não acreditava no que estava diante dos seus olhos. Ficou vermelho! Um misto de vergonha, de emoção, de alegria, de surpresa. Sentiu-se amado com todo esse carinho de tantas pessoas que fazem parte do seu dia a dia.

Pronto! Matheus acaba de ter sua primeira festa surpresa. Pequena. Simples. Na sala de casa. Mas não tenho dúvidas que será inesquecível. No final, depois que todos foram embora, ele disse: "Mãe, adorei! Você me fez mais uma vez muito feliz!". 

E só por isso. Ou por tudo isso, valeu cada minuto dispensado para realizar esse sonho. Sonho do meu menino. 

O meu muito obrigada a cada mãe que permitiu que os amigos do Mat estivessem aqui nesta tarde de quarta-feira. Sem eles, a surpresa certamente não seria a mesma. E um agradecimento especial às mamães e à minha mãe, que me ajudaram muito na hora de preparar o lanche pra galera! 


Amigos reunidos na hora do parabéns! 









quarta-feira, 8 de julho de 2015

NOITE DO PIJAMA - E hoje ele foi dormir fora de casa... pela primeira vez!

Hoje é a primeira noite que o Matheus, meu grandão, dorme fora de casa. Já dormiu algumas vezes na casa da avó, mas dessa vez é diferente, será longe dos parentes e fora da zona de conforto, que fique claro! 


Matheus e outros amigos estão participando das oficinas de férias do colégio onde estudam. Ano passado ele recuou. E, no final, confessou: não quis participar porque não estava seguro em dormir longe de casa. Se arrependeu. Passou o resto do ano dizendo que esse ano iria. E foi. Assim mesmo. Decidido. Confiante. Maduro com a ideia e com a sua decisão. Tão seguro, que acabou repassando essa segurança toda para nós. Chegou a sua hora! E aí cai a ficha: meu filho cresceu de verdade! 

Claro que a SEGURANÇA dele e minha caminham longe da CURIOSIDADE. Queria sim, confesso, ser uma mosquinha para ver toda a farra que eles estão fazendo portão adentro. Queria sim que o ambiente todo tivesse câmeras e que eu pudesse ficar colada na tela do computador xeretando as bagunças que eles estão fazendo agora. E, principalmente, queria muito saber como ele se comporta longe da minha presença. Se você chegou até aqui deve pensar que sou neurótica, né? Não. Juro que não! Só sou mãe! E que atire a primeira pedra quem nunca teve um desejo parecido. 

Delícia ver o crescimento do filho e seu amadurecimento. Mas é curiosa a sensação de cortar de fato o cordão umbilical. Delícia acompanhar seus passos rumo a independência física e emocional. Mas é um misto de alegria e ansiedade. Prender e soltar. Seguir e recuar. Sorrir e chorar. 

Dia desses li um lindo texto da Denise Fraga que falava das experiências que nossos filhos passam e que são longe dos nossos olhos. Em um trecho, ela escreve assim: "Ele não tinha precisado de mim e, o pior, eu jamais veria a tal carinha, o tal sorriso. Meu filho era dela (professora) naquele momento e eu não tinha como saber o que tinha realmente acontecido naquelas horas. Tinha perdido um pedaço do filme que eu via atenta até então. Ponto. Meu filho entrara no mundo". 

Acho que essa é a sensação nesse momento. De ter ido na cozinha beber água e perdido um pedaço importante do filme. Mas no fundo a gente sabe que não vamos conseguir assistir a esse filme 24 horas por dia. E que isso faz parte da vida. E que na hora do reencontro ele virá cheio de histórias pra contar, que falará dos momentos de alegria, de descontração, se algo não foi tão legal, do que vivenciou com os colegas no período em que estivemos longe. Acredito que esse seja o momento de aprender a valorizar o reencontro. É a fase em que não veremos tudo, mas saberemos das vivências que ele passou, que serão contadas por ele mesmo. Imaginaremos o que aconteceu sob o olhar da criança, que obviamente vai escolher um ou outro momento relevante para contar. Outros não saberemos nunca ou quem sabe, bem adiante, quando ele lembrar de falar. E isso é tão surpreendente quanto o presenciar o momento em si. É guardar a tal curiosidade no bolso e curtir o reencontro em si. É sair definitivamente da zona de conforto. 

Comecei a escrever esse texto exatamente algumas horas depois que deixei o Matheus no colégio. Naquela noite (de segunda para terça-feira) minha caixa de mensagem do celular recebeu dezenas de recadinhos de mães-amigas, que me perguntavam como estava meu coração. Foi engraçado. E nessas trocas de mensagens resolvi perguntar para outras mães qual era a sensação delas diante desse momento. O que elas sentiram quando o filho dormiu fora pela primeira vez e quem sofreu mais - mãe ou filho? 




As respostas estão aqui. Sobre o sofrimento foi praticamente unânime. Apenas uma mãe disse que a filha deveria ter dificuldades para dormir, pois está acostumada a ter a mãe por perto. Todas as outras garantiram que os filhos estavam tranquilos e que o sofrimento ficou só pra mamãe mesmo. 


"Minha sensação é de vazio... Meu coração acelera... saía lágrimas dos meus olhos sem estar querendo chorar."

"Perda do controle. Ele pode "sobreviver" sem eu estar por perto."

"Acho que a pior parte, mais do que a preocupação em saber se está tudo bem, se vai sentir fome ou frio é pensar que ele já tem uma vidinha independente da minha. Está vivendo experiências sem que eu possa compartilhar, orientar... Vontade mega de ficar espiando só para ver como ele se comporta longe dos meus olhos." 

"Sensação de impotência total com relação à cronologia do tempo. Ao mesmo tempo que é maravilhoso que eles cresçam, é assustador que eles ganhem independência do afeto de uma forma mais protetora, mais infantil. Essa proteção vai se tornar mais à distância, de uma forma diferenciada..." 

"Senti um vazio imenso, todo tempo livre que sempre desejei eu mal soube o que fazer com ele. A casa em silêncio, tudo organizado... Olhei mil vezes no celular durante a noite achando que alguém ia me ligar." 

"Sensação de que alguma, das várias ligações entre mãe e filho, tinha se rompido. Um caminho que depois de descoberto não tinha mais volta."

"No meu caso ninguém sofreu... ele ficou feliz e eu também... eu sempre gostei de dormir com as amigas na infância. "

"Sensação de quem perdeu algo..."


Esse foi o primeiro. Certamente primeiro de mutos. Mas o reencontro foi delicioso. Como já era de se esperar ele saiu animado, contando várias histórias, empolgado com as brincadeiras. Disse também que foi difícil pegar no sono, mas que depois, conseguiu. E me deu o abraço mais gostoso do mundo de quem sentiu um tiquinho de SAUDADES. 

E para quem achou que a mãe aqui não sobreviveria eu digo: foi tranquilo. E, sim, eu consegui dormir a noite toda! Como disse lá em cima foi o momento dele. Não foi cedo demais. Foi na hora em que ele estava preparado... Estava com pessoas de confiança e em um ambiente familiar e amigo. Foi sim uma experiência bacana para família toda. 





sexta-feira, 22 de maio de 2015

BILHETES - Que tal escrever um bilhetinho hoje?

Bilhetes enviados na lancheira dos filhotes. 
Em tempos de tecnologia, onde tudo (ou quase tudo) é digital, on-line e virtual escrever bilhetinhos virou coisa do passado. Cartas então, coisa de outro mundo. Os amigos são virtuais. Os jogos, eletrônicos. Escrever, só no teclado. Caneta e papel nas mãos é quase um ato pré-histórico. Certo? Errado! Há algum tempo redescobrimos aqui a velha e boa cartinha. Aquela mesma, que se escrevia numa folha com pauta (sim, linhas!), que no final se colocava num envelope endereçado a alguém e (pasme!) levava até uma agência dos Correios! (Sim, isso é possível!). E, não tenha dúvidas, esse momento "museu" virou claro uma grande animação por aqui. 


Rafa "respondendo" bilhetinho da
mamãe
A primeira vez que Matheus escreveu uma cartinha foi em 2010, na época com 4 anos. O "destinatário" foi a vó Ivone, que mora três andares abaixo de nós, praticamente nossa vizinha. E foi um barato vê-lo pensando no desenho, pedindo ajuda pra escrever um pequeno texto e selando o envelope. Não preciso nem dizer que a vó, claro, precisou responder a tal cartinha. E exatamente como manda o figurino. Também levou a carta numa agência dos Correios para chegar selada e carimbada até o neto. 

Dia desses Matheus reencontrou a tal cartinha que recebeu da avó, em 2010. E, como todo bom canceriano, ficou emocionado com as palavras ali escritas. Terminou de ler em voz alta, olhou pra mim com os olhos marejados de lágrimas e disse: "Vou escrever uma nova carta para a vó. Me leva nos Correios depois?". E lá foi ele para sua bancada, lápis e papel nas mãos, escrever para a vó. 

Não demorou muito para ele receber um companheiro na empreitada. Quando Rafa entendeu o que o irmão ia fazer já arrastou uma cadeira, pediu papel e começou a "desenhar" a sua carta. No final disse assim: "Mãe, escreve o que eu vou falar... direitinho, viu". E assim, sua pequena carta ficou pronta. 


Meninos na frente da agência dos Correios
Aproveitamos uma saída até a farmácia para esticar um pouquinho e levar as duas cartas até os Correios. "Quanto tempo leva pra essa carta chegar até a minha vó?", perguntou Matheus, ansioso para a funcionária. Três dias! Três loooooooooongos dias, que eles contaram hora a hora, afinal seria uma surpresa, pois a vó não sabia de nada! 

Adoro esses momentos. É o tipo de brincadeira que traz vários benefícios. Estimula a escrita, faz pensar no uso das palavras mais adequadas, contribui para o senso de organização (onde desenhar? onde escrever? como preencher todo aquele espaço vazio do papel da melhor forma possível?), tem um forte apelo emocional e afetivo, afinal ele pensa em uma pessoa querida para quem escrever a tal cartinha, escolhe os adjetivos mais apropriados. É um momento de aprendizado, de prática da escrita e também um gesto de amor. A pessoa que vai receber, por sua vez, ganha uma cartinha recheada de carinho. São momentos e situações que ficam na memória, pra vida toda. 
Duas cartinhas: Matheus (esquerda) e Rafael (direita)
para a vó Ivone! 







BILHETINHOS

E não precisa ir tão longe e nem escrever longas cartas. Aqui somos adeptos dos bilhetinhos há muito tempo. Vez ou outra Matheus é surpreendido com um bilhetinho na lancheira, no estojo, dentro do caderno. Em véspera de uma prova mais difícil, ia um um incentivo no estojo do tipo "Boa prova! Você está preparado!". Ele, por sua vez, já me pegou de surpresa ao deixar pequenos bilhetes no notebook, na porta da geladeira, no quadro branco, no criado mudo. Rafa embora ainda não saiba escrever também deixa esporadicamente seus desenhos em forma de bilhetes em algum cantinho especial. A primeira vez que recebeu um bilhete meu junto com o lanche na escola ficou surpreso e pediu para a professora ler. A resposta, escrita por ela, veio no mesmo dia. Na saída da escola disse: "Mãe, adorei a surpresa junto com o lanche!", seguido de um abraço apertado. 

Gestos simples, que não tomam muito tempo e que podem fazer a diferença na correria do dia a dia. Gestos de amor, que contribuem, inclusive, para amolecer corações, sair do comum, surpreender e ensinar, desde cedo, a falar com a voz do coração, a lidar com emoções e a não ter vergonha de expressar sentimentos. 




MAMÃES NO BLOG

Lanchinho com muito amor: Bilhetes de Luciana nas
lancheiras dos pequenos Tauan e Ian
Luciana dos Santos Maia também é adepta dos bilhetinhos. Mãe de Tauan, 5, e Ian, 3, ela conta que começou a enviar bilhetinhos para os filhos quando seu caçula passava por uma fase mais rebelde. "Eu tive dificuldades em lidar com a situação, então resolvi dar mais amor que o normal, lembrar ele do quanto eu o amava e desejava que fosse um bom menino", relembra. E, assim, começaram os bilhetinhos enviados na lancheira, junto com o lanche da escola. "Claro que fiz os bilhetes para os dois. O Tauan, mais velho é super amoroso e ficou feliz e orgulhoso. Se sentiu privilegiado e usou o mesmo bilhete para retribuir o agrado. O Ian, o caçula, disse com tranquilidade que gostou, que foi legal. Mas como um grande ciumento que é se apegou a tentar entender porque o desenho dele era diferente do desenho do irmão", diz. "Gosto de bilhetes. Faço sempre desenhos para eles em um imã de geladeira de recados, que temos em casa", finaliza. 
Resposta de Tauan ao
bilhete da mãe! 
Luciana, Tauan e Ian: amor
registrado nos bilhetes







sexta-feira, 19 de setembro de 2014

AMIZADE - As amigas que os filhos me trouxeram!

Hoje estava pensando o quanto mudou minha vida depois que os meninos nasceram. Mas talvez a maior mudança de todas foi as amizades que surgiram graças à eles. Nunca imaginei que ganharia tantas amigas por causa dos meninos. E não estou falando de "pessoas conhecidas", que se resumem no "oi" e "tchau" diário não. Estou falando de amizade mesmo, de laços fortes, onde há afinidade, companheirismo, troca. Estou falando de ombro amigo, onde eu posso "chorar as pitangas" e ouvir quando é preciso. Estou falando de pessoas que sei que posso contar quando for preciso (e já precisei de várias delas, por isso falo com conhecimento de causa!) e que estou disposta a ajudar de coração. 

Nunca pensei que amizades que começaram no portão do colégio, no vestiário da natação, nas inúmeras festinhas de buffet infantil se tornariam tão sólidas. Que abriria minha casa com o maior prazer do mundo para receber não só o amiguinho deles, mas o pai, a mãe e as vezes até o irmão. Que teríamos tantas afinidades, tantos pontos em comum, tantas dúvidas e certezas com relação à maternidade e à vida. 

Acredito que aprendemos com as diferenças e semelhanças. E nessas relações a troca é muito grande. Concordando ou discordando, contribuímos umas às outras por que o que todas querem no final, é acertar. E nada melhor do que trocar experiências vividas, ouvir conselhos, ter um "outro olhar" sobre o mesmo assunto. No grupo tem de tudo... a desencanada, a avoada, a preocupada, a certinha, a brava e a mais boazinha, não necessariamente nessa ordem! A mãe mais jovem e a mais madura. A que trabalha fora e a que trabalha muito em casa! A mãe de um filho só e a de duas, três "viagens"... 

Sinto-me privilegiada por ter conhecido pessoas tão especiais, que tanto acrescentam e alegram nossas vidas. Matheus tem uma turminha na escola (de filhos e pais também!) muito festeira. E graças às tantas festas que nos encontramos os laços começaram a surgir... As crianças são muito unidas entre si e isso já virou até comentário de professora em reunião de pais. E essa união deles vai pra fora dos muros da escola. Nas férias costumamos programar passeios comuns para eles se encontrarem, um vai à casa do outro quando é possível e assim as amizades foram ficando cada vez mais sólidas e interessantes. Rafael, como já nasceu com esse clima "pronto", se considera o "mascote" da turma. E é apaixonante como os "amigos grandes", como ele mesmo diz, o tratam com tanto carinho e atenção. 

A turminha do Rafa também não fica pra trás. Embora ainda seja novato na escola (mas não da calçada, afinal desde que nasceu vai diariamente buscar o irmão no colégio!), Rafa já tinha alguns amiguinhos de sala antes mesmo de ser um aluno matriculado. E também já me presenteou com algumas amigas queridíssimas, mães de seus amigos, que hoje moram dentro do meu coração. 

Pena de quem não abre seu coração para novas amizades e considera "bobagem" se aproximar dos pais dos amigos de seus filhos. Além de conhecer de perto quem é o "fulano", que seu filho demonstra gostar tanto, você pode descobrir que por trás dele tem uma família incrível, vivendo as mesmas emoções e fase que você, afinal tem um filho da mesma idade. Que pode compartilhar experiências, trocar conselhos, dar força nas horas difíceis e muita gargalhada nos momentos de alegria. 

As amigas de antes, claro, estão guardadíssimas no meu coração. Aliás, tenho algumas especialíssimas, do meu tempo de escola, que o tempo jamais vai nos separar. Mas essas amigas que falo nesse texto foram presentes, que nossos filhos, proporcionaram. A culpa é toda deles! E graças à eles, que são nossos presentes de Deus, ganhamos novas amizades! 

Amigas que os meus filhos me deram! 



Algumas amigas queridíssimas estão fora dessa montagem por que não encontrei fotos na hora. Mas, lembrem-se: vocês estão no meu coração! 





quinta-feira, 7 de agosto de 2014

RECÉM-NASCIDO: Visitar sim, mas vamos com calma?

Essa semana é mais do que especial. A contagem regressiva para conhecermos a Pietra começou! Amanhã essa menininha que vimos crescer na barriga da Grace chega ao mundo. A Pietra já vai chegar cheia de amiguinhos. Ela é irmã do Enzo, de 7 anos, amigão do Matheus, meu filho mais velho. O irmão está irradiante com a novidade e não vê a hora de conhecer a sua irmãzinha pessoalmente. E acho que a turma toda da sala deles está curtindo a expectativa da chegada da mocinha.


Eu e Matheus: nosso
primeiro encontro! 

E, como o assunto recém-nascido está em alta por aqui, comecei a lembrar em como foi receber visitas na maternidade logo após o nascimento dos meus filhos. Eu, particularmente, sempre gostei das visitas no hospital. Lá a gente tem todo o apoio da equipe de enfermagem, não precisa "fazer sala", pensar no cafezinho. Além disso é gostoso demais ter pessoas queridas por perto. Mas, claro, que tem sempre aqueles que surgem para dar "bola fora". A primeira (e inesquecível) foi uma frase que ouvi um dia depois que o Matheus nasceu: "Nossa, que barrigão! Tem outro aí?". Sim. Eu escutei isso de uma querida amiga e, na hora, fiquei arrasada e me sentindo um caco, ou melhor, uma baleia! Ouvi também pérolas do tipo: "Cesariana de novo? Não consegue ter normal, né?". Sim. Ouvi isso também. E para quem gostaria muito de ter tido parto normal, mas foi impossível, é chato também. 





Então, bora lá para algumas dicas de etiqueta durante a visita ao recém-nascido e à mamãe de primeira, segunda ou várias viagens: 


1 - O bebê nasceu? Se você não é o pai, a tia ou a avó, calma. Não precisa sair correndo. Deixa a mamãe respirar, se recuperar do trabalho de parto, conhecer e curtir o filhote que acabou de nascer. É um momento único, especial, que exige paz. Vá no dia seguinte. Ou melhor, pergunte pra mamãe se ela está a fim de receber visita e respeite a sua vontade. 

2 - O tempo de permanência no quarto também deve ser uma atenção. Não esqueça que deve ser uma visitinha breve. Muitas vezes a mamãe quer descansar, está cansada, não dormiu a noite, ainda está se adaptando à nova rotina. E um cuidado especial às visitas noturnas: não chegue tarde demais, mesmo que seja durante a semana e você vai direto do trabalho. O clima é de festa, mas não é uma festa, ok? 

3 - Pegar ou não o bebê no colo? Eu nunca me importei. Sei que muita gente gosta de segurar o bebezinho. Mas também nunca insisti, por que sei também que muitas pessoas têm receio de segurar um bebê tão novinho. Mas o fato é que tem mamães que não gostam que fiquem pegando o bebê que acabou de nascer no colo. Então, o segredo talvez seja esperar a mamãe oferecer. E não se esqueça: lavar as mãos, já que chegou da rua, viu! 

4 - Com tanta tecnologia ao alcance das mãos, é quase inevitável registrar uma foto do baby. Mas, se você não for a tia, a vó ou a melhor amiga da mãe, pergunte se pode fotografar a criança. É mais delicado. Ah, e na hora do click, tire o flash, que é prejudicial aos olhos do baby. Esse ponto foi um que me irritou. Recebi visita que jogava flashs e mais flashs nos olhos do meu pequeno recém nascido e, na hora, fiquei sem graça de reclamar. Ponto negativo!

5 - O bebê quer mamar? Que tal sair do quarto por uns minutos? Você vai deixar a mamãe mais a vontade, o bebê mais tranquilo. É um momento íntimo, que merece ser respeitado nessa fase tão especial. 

6 - Cuidado com o que fala e se coloque no lugar da nova mamãe antes de fazer qualquer pergunta ou comentário: "Nossa, sua barriga ainda está grande!". Sim, não é por que a criança nasceu, que de uma hora pra outra, a barriga murcha. A mulher fica inchada e leva um tempo para o corpo voltar ao normal. "Foi cesária? Que pena!". Muitas vezes a mulher queria muito parto normal, mas por algum motivo não foi possível. Vale a pena ser discreto e não ser indelicado nessa hora. 

7 - Lembrancinhas, chocolates ou qualquer outro agrado que o casal ofereça à visita devem ser oferecidos e não pedidos. Ganhou um, ok. Ganhou dois, ok. Mas não queira sair carregado para comer mais docinhos depois, por que geralmente esses mimos são contados. Deixe a mamãe decidir quantos entregará. 

8 - Evitar perfumes fortes também é legal. Então nem preciso falar sobre cheiro de cigarro, né? 

9 - Levar um presentinho para o bebê é sempre positivo. Pode ser roupa, acessório, brinquedo, peça de enxoval, enfim, a variedade de opções é grande. Vale lembrar que se o bebê tiver um irmão, vale a pena levar um agrado ao mais velho, afinal, nesse momento ele fica em segundo plano e o ciúme pode começar a surgir. 

10 -  Quer presentear a mamãe? Que tal flores? Mas depois de entregá-la coloque do lado de fora do quarto para que o cheiro não cause alergia ao bebê. Outra opção é chocolate. Mas ele tem o ponto negativo por que quem amamenta geralmente tem restrições de comer essa gostosura (pode causar cólicas no bebê). Eu ganhei um presente, em especial, que me marcou muito. Um cordão com um pingente de coração azul. Foi presente de uma amiga querida, que me entregou e disse: "Agora seu coração é azul!", já que tinha acabado de ganhar o Matheus. Inesquecível e marcante! 

11 - E, por fim, se resolver deixar para visitar o baby em casa, espere pelo menos quinze dias (dizem que o ideal é um mês!), assim a família tem um tempinho para se adaptar à nova rotina. E, se a visita for noturna, prometa que não vai tentar acordar o bebê? Sim, eu tive visita que tentou acordar meu filho, que tinha dado um trabalhão para dormir. Por um fio, não surtei! 


Mas, confesso: amo visitas. E quando elas iam embora, sentia falta. Só não gostei de umas e outras pérolas que ouvi (e vi), mas, passou e... viraram apenas pérolas inesquecíveis! rs 


Voltando à gravidinha que inspirou o assunto Recém-Nascido por aqui, a Grace autorizou as visitas no hospital (eba! rs) e logo logo conheceremos a Pietra de perto. Grace, querida, esse momento é todo seu! Que você tenha uma boa hora! Que seu encontro com a Pietra seja inesquecível, como deve ser e será! Saúde e paz para vocês nessa hora tão especial e em toda as suas vidas! 




terça-feira, 10 de junho de 2014

LEITURA - Incentivo que vem de berço!


Ele contribui para o desenvolvimento da criatividade, estimula a imaginação e, de quebra, oferece cultura. É comprovado que quem faz uso dele com frequência aprende a escrever melhor e tem uma melhor compreensão de texto. Com ele podemos viajar, sem sequer sair do lugar. Mergulhamos em aventuras incríveis, percorremos lugares impossíveis, voltamos ao passado ou nos transportamos para o futuro em fração de segundos. Achou pouco? Tem mais... Para quem tem filhos pequenos, ele proporciona momentos super agradáveis de interação, carinho e descontração. Já sabe do que estamos falando, né? Claro, os livros são os maiores companheiros, que podemos ter, afinal com eles nunca estamos sós. E para que seu filho descubra o prazer da leitura só depende de você... O que você leu pro seu filho hoje? 

O incentivo à leitura deve começar desde cedo. Existe no mercado uma infinidade de títulos voltados para o público infantil. As opções vão desde livros de banho (plastificados), de tecido (à prova de bebês, que levam tudo à boca!) e os convencionais. O hábito da leitura deve ser constante e prazeroso. Deixar os livros ao alcance das crianças para que ela possa tocar, ver as figuras, folhear e se interessar pelo que está à sua frente é o primeiro passo. Convidá-la para ouvir uma historinha bem gostosa e passar alguns momentos juntinhos é quase sempre garantia de diversão. Aos poucos a criança vai descobrindo que livros são tão interessantes quanto brinquedos e assim vão pegando o gosto pela leitura... muito antes de serem alfabetizadas. 


Momento leitura aqui em casa: 
união, alegria e diversão


Frequentar bibliotecas públicas e passear por livrarias na cidade também são programas que contribuem para o incentivo à leitura. Aqui em casa, frequentar biblioteca virou passeio divertido. Matheus fez sua carteirinha na biblioteca do bairro quando ainda tinha 3 anos. Rafa, portanto, vai desde a barriga! E me encanta ver até hoje seus olhinhos brilharem diante das estantes altas repletas de títulos. 

O curioso, que vivenciei aqui em casa é que embora irmãos cada um tem um perfil. Matheus, por exemplo, desde muito cedo se interessava por livros e espontaneamente nos pedia para contar uma história. Aos dois anos já identificava os títulos favoritos (Ah, como ele amava Os Três Porquinhos...) e fazia leitura de imagem (por meio das figuras). Com o Rafa foi diferente... para desespero da mãe jornalista ele não tinha o menor interesse por livros. Sempre foi um bebê mais agitado e, mesmo no momento leitura, ele saia de perto e procurava outro atrativo. Mas aos poucos isso foi mudando... Sem forçá-lo conseguimos despertar esse interesse pela leitura nele. Hoje, aos 4 anos, Rafael é o maior "leitor" da casa. É comum voltar do quarto com um livro que pegou na estante e pedir para lermos, relembra histórias que ouviu em outros momentos e podemos dizer que é um grande amigo dos livros atualmente! 

Matheus e Rafael - escolher livros na estante do
quarto é momento de diversão


E como a LEITURA é o nosso tema de hoje, reunimos algumas mamães, todas de crianças ainda pequenas, que sabem da importância da leitura em nossas vidas e, por isso, incentivam seus filhotes desde cedo. 


A professora Camila Garoli Vilela é uma apaixonada pelos livros. E, claro, está passando esse prazer pela leitura para sua filha Isabela, de apenas oito meses. "Frequentamos nossa biblioteca do coração, passeamos por livrarias e tenho o hábito de comprar livros para ela de presente", conta. Durante o período de licença maternidade, Camila tinha o hábito de ler um livrinho sempre logo após o banho. Agora, que voltou a trabalhar e Isa está na escolinha, esse momento é adequado conforme a disposição da menina. "Não quero tornar o momento de leitura algo desagradável, por isso ofereço o livro quando sinto que ela está disposta para aquele momento", conta. E o incentivo está dando certo... "Por incrível que pareça, quando saímos de casa o brinquedo preferido dela para se entreter é um livrinho de pano que ela adora amassar, apertar e morder", conclui.  

Camila e Isabela, de 8 meses: paixão pelos livros 
passada de mãe pra filha desde muito cedo


A relações públicas Camila Dellagati, mãe de Theo, 4 anos, e Gael, 3 meses, incentiva os filhos desde cedo à leitura. "Nós costumamos ler bastante para o Theo. Também procuramos comprar novos títulos com frequência, visitamos bibliotecas e salas de leitura, passeamos em livrarias. É importante para criar o hábito da leitura, ampliar o vocabulário e estimular a imaginação", explica. Segundo ela, o pai é quem lê diariamente pro filho na hora de dormir. "Eles escolhem textos mais longos e leem um pouco por dia. Eu tenho outro estilo - gosto mais de livros curtos com bastante imagens e ilustrações. Vamos parando, curtindo as figuras, reconhecendo as letrinhas...", conta. Camila tem no livro também um forte aliado na hora de explicar algumas questões: "Costumo recorrer aos livros para ajudá-lo a superar momentos difíceis, como na época do desfralde, no momento em que ele passou a demonstrar muitos medos e quando o irmãozinho estava para nascer", diz. 



Camila e Theo, 4 anos - O quarto ganhou 
um "cantinho" especial livros expostos e
de fácil acesso para o garoto pegar 
quando quiser




A psicóloga Daniela Abarca, mãe de Maria Luiza, 13, e Marina, 6 anos, percebe que a filha caçula está mais interessada do que nunca pela leitura. "Sempre tivemos o hábito de ler para ela antes de dormir. Mas agora, em fase de alfabetização, percebo que ela está com mais vontade de ter autonomia na leitura", conta. Os livros que mais despertam o interesse da menina são aqueles que contam histórias clássicas de princesas, castelos, florestas e fábulas. O curioso é que agora, Marina tem trocado de papel com os pais. "Ela adora ler para nós (pelo menos tenta!) e muitas vezes quem dorme primeiro somos nos (eu e meu esposo) e ela é quem nos acorda para irmos para nossa cama", diz. 

Daniela e Marina, 6 anos: agora
é a filha quem lê para 
a mãe dormir!


A professora Tatiane Baldime dos Santos e a filha Maria Eduarda, 4 anos, tem um ritual diário: "Todas as noites escolhemos um livrinho para a hora de dormir", conta. Histórias de príncipes e princesas são sempre os favoritos da menina. O momento é tão prazeroso, que já rendeu momentos engraçados em família. "Um dia, enquanto eu lia 'A Bela e a Fera", a Duda  virou e disse: Mamãe, eu não namoraria com uma Fera. A Bela é boba!", relembra a mãe sorrindo. Para a menina, livros e brinquedos têm a mesma importância. "É comum ela deixar os brinquedos de lado, pegar um livrinho na prateleira do quarto, sozinha, sentar-se na cama e começar a ler do seu jeito", fala a mãe orgulhosa.  

Tatiane e Maria Eduarda, 4 anos: histórias 
de príncipes e princesas são 
as favoritas da menina


Na casa da gerente comercial Milena Naves Luti, mãe de Eduardo, 4 anos, o momento leitura é tão prazeroso, que ainda não precisa de muito estímulo. Os livros ficam ao alcance do menino e são liberados para pegar, tocar, ler quando quiser. "Ele curte desde bebê as historinhas. Então, pra nós, por enquanto está fácil. Mas ficaremos sempre atentos para que este interesse não acabe", garante a mãe. Edu gosta tanto de livros que seu primeiro brinquedo favorito, ainda bebê, era um livrinho de pano. "Ele ficava hipnotizado por muito tempo olhando o livrinho. E percebíamos que conforme o tempo passava ele ia desenvolvendo sua 'leitura' especial e explorando mais e mais o livro. Foi marcante para nós!", relembra. E, agora, que está maiorzinho, o garoto não gosta só de ouvir as histórias contadas pelos pais, mas também aprecia contá-las para os mais velhos. "Ele gosta muito de folhear o livro e contar para nós as histórias já decoradas, se baseando nas figuras. É um momento especial!", diz. 


Fernando e Eduardo - pai e filho ouvem e 
contam as histórias dos livros
um para o outro!


A fisioterapeuta Eliane Fortunato "apresentou" os livros muito cedo à sua filha Eloísa, hoje com 3 anos de idade. "Ela ama livros e hoje sei que esse prazer surgiu por que ela tem contato com eles desde bebê", conta. A paixão da menina pelos livros é tão grande que muitas vezes ela troca algum brinquedo por um momento de historinha. "Ela gosta muito de ouvir histórias que contamos pra ela, mas também gosta muito de contar histórias para nós. E como ainda não é alfabetizada, faz leitura de imagem e inventa muito também", diz a mãe. Ponto para a criatividade! A vontade de ler é tão grande na menina, que certa vez, na fila do banco, ela "fingia ler" em voz alta. "As pessoas em volta olhavam admiradas para ela, tão pequena, lendo até que alguém me perguntou: 'Nossa, ela já sabe ler!?', disse que não, claro, mas que ela fingia bem", conta a mãe. 

Eliane e Eloísa - diversão garantida na hora da leitura


Na casa da especialista em logística Luana Lafratta Lima, mãe de Arhur, 4 anos e Lorena, 1 aninho, o incentivo à leitura também começou desde cedo. Mas o hábito não tem regras estabelecidas e horários estipulados. "Arthur adora livros, então sempre o incentivamos comprando títulos novos, deixando os livrinhos ao seu alcance no quarto, lendo muito para ele, pois acredito que a criança que gosta de ler fica com a imaginação mais colorida e feliz!", diz. Passeios por livrarias são garantia de diversão pro menino. "O seu livro favorito atualmente é 'Os três Porquinhos'. Ele ama!", conta. E mesmo na hora das brincadeiras, quando os brinquedos tomam o lugar de destaque, as histórias aparecem. "Percebo que mesmo quando está brincando longe de um livro ele adora inventar histórias", conta. A criatividade e a imaginação correm soltas... 

Luana e Arthur - prazer pela leitura
sem horários pré-estabelecidos