sábado, 6 de setembro de 2014

MATHEUSZICES - "Mãe, você tinha que ser jornalista?"

E quando o filho diz assim: "Mãe, você tinha que ser jornalista?". Depois do susto, a explicação: "Você pega todos os meus erros de português e eu preciso apagar e refazer tuuuuudo de novo!"


Qual conclusão chego: 

a - Isso é um elogio? (afinal eu "pego" os erros dele e o ajudo a escrever melhor.)

b - Ele é um preguiçoso? (por que prefere deixar errado do que ter que apagar!) 

c - Eu sou uma mala? (se eu não apontasse o erro, ele terminaria mais rápido a lição.)


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

CHOCOLATE - Tem criança na cozinha!

Hoje teve CRIANÇA NA COZINHA logo pela manhã.


Aproveitando que a mamãe aqui estava com a mão na massa por conta de uma encomenda de pirulitos de chocolate, eles invadiram a cozinha no finalzinho para fazer seus próprios docinhos.

Começaram cobrindo bombons com chocolate branco, mas depois veio a ideia: Vamos ajudar o Rafa, que está iniciando a fase de alfabetização a escrever o próprio nome? Isto por que, Rafa sabe quais são todas as letras do seu nome, mas vive esquecendo o lugar do "E" ou o lugar do "F" na hora de escrever Rafael! 




Proposta feita. Convite aceito! 



E o resultado dessa farra deliciosa está aí abaixo... 

Detalhe: as letrinhas foram a sobremesa deles de hoje. 

E cada um teve que encontrar as letras do próprio nome, que estavam embaralhadas (olha aí ao lado na foto), antes de comer! 

Huuummmm delícia de brincadeira, não? 

















terça-feira, 2 de setembro de 2014

VOVÓ: Uma viagem entre gerações

A vó, os netos e o Chevette: muitas "aventuras"
pra contar! 
Meio-dia. Hora de sair de casa com os meninos para o futebol do Rafa no colégio, eis que sugiro irmos a pé pra fazermos um "aquecimento" (que pra mim era, na verdade, uma tentativa de sair do sedentarismo). Mat topou de imediato. Mas Rafa estava preguiçoso. Não queria ir a pé. Dizia que não ia aguentar fazer a aula depois. Que ficaria muito cansado. Motivo justo, por sinal. Mas a salvadora da pátria do Rafa estava bem ali, ao nosso lado, presenciando nossa conversa. A vó. Eis, que ela surge com uma solução: "Quer que eu te leve de Chevette?" A proposta era irrecusável, principalmente em se tratando do Chevette! Os meninos são alucinados pelo carro da vó. Carro "véio", como ela diz. Carrão, para eles! Dar uma volta com a vó no Chevettinho - 88 é um programão pra molecada. Na hora os olhinhos do Rafa brilharam. E lá foram eles - vó e Rafa para uma ida especial ao colégio. Dessa vez Mat não cedeu, queria mesmo ir a pé, mas muitas outras vezes não resistiu ao passeio também. Aliás, Mat já andou muito mais de Chevette, afinal era a vó que o levava no colégio todos os dias nos seus primeiros anos de vida escolar. 

E olhando meu pequeno seguindo todo feliz ao lado da minha velhinha não tem como não me emocionar. Os dois esbanjam alegria nesses momentos mais simples da vida. Nessa hora você percebe que não precisa muito para ser feliz. Ela, feliz por ter ao lado o neto caçula, que fez questão da sua companhia. Ele, se achando todo importante por que ia pra escola com a vó. A diferença de idade dos dois, que não é pouca, some nesses momentos. A vó vira criança com a maior facilidade do mundo. Embarca com os netos nas brincadeiras mais malucas inventadas por eles. Muitas vezes, eu mesma digo: "Deixa a vó sossegada, não exagera!". Que nada... a vó quer e se entrega nas fantasias das histórias inventadas pelos meninos. 

E assim a sala da casa da vó vira parque de diversões. Ora estão jogando uma partidinha de tênis, ora estão disputando no futebol de botão. Tem boliche. Tem peteca. O tapete da sala vira pista de Hot Wheels. E tem também as brincadeiras exclusivas, em que eles não permitem a entrada de "intrusos". "Vó, vamos pro quartinho brincar de vizinhos? Mãe, você não pode entrar, tá?". E lá vão eles, Rafa e vó para mais uma aventura.

E daí vem a certeza: como é bom ter vó por perto. Vó tem a paciência que não tinha quando era apenas mãe. Vó não tem a responsabilidade do educar e com isso relaxa e curte com mais intensidade a vida do neto. Vó ama em dobro e parece, muitas vezes, querer recuperar o tempo que perdeu ou que não curtiu o próprio filho, por meio dos netos. Por que antes ela tinha que conciliar a família, a casa, o trabalho, as finanças, a educação, enfim, a correria não permitia a brincadeira. Vó parece ganhar uma dose extra de paciência, de dedicação, de vontade de viver, de curtir, de aproveitar. 

Quantas vezes não escuto da minha mãe: "A casa sem os meninos fica vazia, triste. Sinto falta do barulhinho deles por aqui". Por que criança é vida. E a vó quer vida para alegrar seu dia! Com a vantagem de ter também seus momentos de paz e tranquilidade, sempre que quiser. É a fase da vida em que se tem menos responsabilidade, mas vive com mais intensidade. Não tem tempo a perder. Agora é a hora de viver! 

A troca de conhecimentos também é mágica. Os meninos mostram pra vó os novos jogos eletrônicos que descobriram e deixam ela embasbacada com a facilidade em que aprendem os novos comandos. Pra ela, aquilo é incrível, afinal, não tem a mesma habilidade dos pequenos com tecnologia. Ela, por sua vez, proporciona uma volta ao passado, que nenhuma aula de história conseguiria passar com tanta intensidade. Fala da época em que andava de bonde. Conta que na sua sala de aula haviam apenas meninas. Que brincava de carrinho de rolimã pelas ruas de terra do bairro. Que empinava pipa em cima do telhado. É... essa vó era moleca! Um tempo atrás ela e o Matheus brincavam de "O que é o que é". De repente ela diz assim: "O que é que desce cantando e sobe chorando?". Matheus não fazia a menor ideia. E a resposta, foi uma surpresa: "O poço!".  "Poçooooo. O que é poço, vó?" Ela, depois de cair na gargalhada, contou pra ele, que era do poço que sua mãe pegava a água, que não existia água encanada e por aí a conversa foi longa... 

Muitas vezes o Matheus já entrevistou a vó para o colégio. Sobre sua época de escola. Sobre os meios de transporte do passado. Sobre as brincadeiras da sua infância. E sempre que a escola pede para que eles entrevistem alguém mais velho, sobre suas experiências, ele chega todo feliz dizendo: "Preciso entrevistar a vó! Tem que ser a vó!", todo orgulhoso. Por que no fundo, ele sabe, o quanto ela, com seu jeitinho simples e carinhoso, pode ensinar para ele e tornar sua vida muito mais rica em conhecimentos da vida! 

Feliz de quem tem uma vó para curtir de pertinho! 




domingo, 31 de agosto de 2014

4 PATAS - Rafa quer um cachorro!

Rafa e Bóris: amor infinito! 
Rafa é louco por cachorro. Aliás, Rafa é louco por animais. Ele é aquele tipo de criança que sempre tenta passar a mão no gatinho que aparece na sua frente, que tenta pegar o passarinho que está na gaiola, que não pode encontrar um cachorro no elevador, que vai sem medo (isso é um perigo!) acariciá-lo. E, claro, faz tempo que Rafa me pede um cachorro. Seu cãozinho, por enquanto imaginário, já tem nome: Bóris! E tem uma explicação para isso. Bóris é o shih-tzu do Gabriel, amigo do Matheus. Bóris é um doce, realmente. Para não dizer que nunca ouvi o Bóris latir, vi sim, uma única vez, outro dia, quando um cachorro grande, muito maior que ele, passou por ele na calçada, o danadinho latiu todo valente. O que me fez ter certeza de que Bóris é também um sem-noção, por que com uma mordida aquele cachorro poderia fazer um estrago nele... Mas fora esse lado valente, Bóris é calmo, tranquilo, um sossego em pess..., ops, em cachorro! 

Mas voltando ao Rafa, a relação dele com o Bóris é de encher os olhos de lágrimas. Toca o coração. Rafa ama o Bóris verdadeiramente. Ele segura, mexe, acaricia, dia desses ficou tirando umas folhinhas de árvore, que ficaram enroscadas no seu pelo (e, em seguida, colocou de novo, só para poder limpar o Bóris por mais um tempinho... rs). Em outra ocasião, pôde levar o Boris na coleira de um portão do colégio ao outro. Uma distância mínima. Mas Rafa se achou todo importante. Estava levando um cãozinho para passear. E não era um cãozinho qualquer, era o "Bóis", como ele insiste em dizer, já que o "r" fraco insiste em não sair de sua boquinha... Diz que o Bóris é fofo e todos os dias quer entender por que o Bóris, já um senhor de meia idade, usa fralda. E adivinha como chama o seu cachorrinho de pelúcia? Não preciso nem responder, né? 

Quando vamos pra casa do meu irmão, Rafa se encontra com outro amigo de quatro patas, o Lorenzo. O Lore é grandão, mais espalhafatoso, já deu uns sustos no Rafa com suas lambidas estabanadas. E o Rafa ficou com medo? Nem um pouco. Ele tem paixão por cachorros. Mais fácil Rafa ter medo de gente! E lá vai ele, todas as vezes, junto com o padrinho levar o Lorenzo pra passear. E sempre volta para casa pedindo um cachorrinho para chamar de seu. 

Rafa e seu novo amigo soteropolitano: um dos
muitos cachorros que se aproximaram
do meu pequeno na praia. 
Por enquanto Rafa não terá um cachorrinho. Temos muita consciência do trabalho e da responsabilidade em ter um animal de estimação e, nesse momento, não é a hora. Mas, confesso, meu coração fica apertadinho de negar esse pedido tão especial. Matheus quando tinha seus 2, 3 anos também pedia um cachorro. Mas, embora também goste de animais, não é tão fissurado como o irmão mais novo. Os pedidos do Mat foram passageiros. Mas do Rafa acho que não será... Rafa tem um amor especial pelos animais. Ele pode estar no meio de uma brincadeira, se um cachorro surge, ele para tudo e vai dar atenção ao bichinho. Recentemente estivemos na praia e notei que sempre que aparecia um cachorro era para o lado do Rafa que ele ia. Como se o bichinho sentisse (e acho que sente mesmo) que aquele molequinho ali tem um coraçãozinho especial. Um CÃOraçãozinho. 


Com a cara mais lavada do mundo outro dia tentei negociar e ofereci a ele um aquário com peixe. Ele aceitou, mas rapidamente respondeu: "Eu quero o peixe. Mas depois um cachorro. E um gato também!". E completou: "Imagina, mãe? Nossa casa vai ficar incrível!!!"


Enquanto resisto aos pedidos do Rafa, me convenço cada vez mais dos benefícios de se ter um animal de estimação em casa com criança. A seguir, alguns desses benefícios listados no site da ONG SOS Casa de Acolhida: 


- RESPONSABILIDADE - Ter um animal requer cuidados e estes cuidados, orientados pelo adulto, estimulam a autonomia e a responsabilidade. Cuidar da limpeza do bichinho e do seu habitat, cuidar da sua alimentação, medicá-lo quando necessário, também favorece o desenvolvimento do vínculo afetivo e a lidar com os mais diversos sentimentos, da frustração à alegria e até a morte. E nesta relação entre a vida e a morte que o animal de estimação tem um papel muito importante, a criança aprende a lidar com a perda, com a dor. 

- RELACIONAMENTO - A partir da convivência com animais, a criança aprende a se relacionar com as outras pessoas, desenvolvendo a sensibilidade, a observação, a compreensão e os sentimentos de solidariedade, generosidade, zelo, afeto, carinho e respeito. 

- DESENVOLVIMENTO FÍSICO - Os animaizinhos também podem ser fortes aliados no desenvolvimento físico das crianças através de brincadeiras e exercícios. Os cães, por exemplo, exigem caminhadas diárias, isso pode incitar a criança a fazer passeios e jogos ao ar livre. 

- SAÚDE - Além do afeto, os animais também podem produzir outros benefícios para a saúde. As terapias assistidas por animais são capazes de promover melhoras físicas, sociais, emocionais e cognitivas humanas. Os animais são indicados para pessoas com deficiências sensoriais (cegos e surdos), dificuldades de coordenação motora (ataxia), atrofias musculares, paralisia cerebral, autistas, portadores de Síndrome de Down, distúrbios comportamentais e outras afecções. 

Convencida estou, resta a coragem de trazer um amiguinho de quatro patas para fazer parte da nossa família. 

Paixão do Rafa por cachorro!
Amor sem fim pelo Bóris! 





Fonte: site www.acolhida.org.br

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

PIZZA: Tem criança na cozinha!



Sexta-feira, dia da pizza por aqui! Mas com gostinho duplamente especial dessa vez. 

Os "pizzaiolos" foram eles. Isso mesmo, Matheus e Rafael "assumiram" o comando da cozinha e prepararam as mini redondas da família. 




Claro que a mamãe aqui deu uma mãozinha. Entreguei a cozinha pra eles com o molho pronto, os recheios cortados, separados e prontinhos pra FARRA... ops, culinária começar! Na verdade a mãe virou a assistente e os grandes chefs foram os meninos! 

Rafa, como já era de se esperar, foi o mais empolgado. Fez as deles, as do pai, as da mãe. Só não fez as do Matheus por que o grandão não deixou. Meu pequeno não é só bom de garfo (comilão que só ele) como também adora "brincar" de cozinhar. É curioso e A-DO-RA misturar ingredientes, experimentar novos sabores, não tem medo de novas descobertas gastronômicas! Tanto, que fez uma pizzinha pra ele mesmo com tudo! Misturou de tudo um pouco e mandou ver... Disse que ficou "Incrível!". Palavras do mini-chef! 




Matheus, o mais apaixonado por pizza da casa, fez as suas com muito capricho e menos, digamos, invenções que o irmão. Pra ele mussarela é mussarela. Calabresa é calabresa e não rola um X-Tudo de mistureba como o irmão. Mas adorou também a farra e no final confessou: "Muito bom comer a pizza que eu mesmo fiz!". 



Ponto pra bagunça! Brincadeira gostosa, família reunida na cozinha, jantarzinho mega simples e mais que especial. E quem disse que não tem cultura também? Rafa aprendeu mais sobre a origem de alguns ingredientes, queria saber como era feito o molho de tomate, por que o orégano e o manjericão dão um toque especial na pizza. Mat queria entender por que não podemos comer pizza todos os dias! 

Não é a primeira vez que a molecada vai pra cozinha aqui de casa. E, certamente, esse momento "Tem criança na cozinha" se repetirá muitas e muitas vezes ainda por aqui... 

No final, um chef se revelou: "Mãe, quero ter um restaurante quando crescer!", garantiu o Rafa, se achando o cozinheiro aos 4 anos de idade! 

Resta esperar... quem viver, verá! 

Mais algumas fotos dos meus pizzaiolos: 



Rafa: misturando os ingredientes!


Mat: muuuuuuuita mussarela! 


Hora de comer!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

MATERNIDADE - Quem disse que seria fácil?

Carta de uma tia para uma sobrinha que está prestes a ficar cara a cara com seu primeiro filho. 


Ninguém nunca te falou, mas filho cansa. Todo mundo insiste em dizer que a maternidade é cor de rosa, que a mulher vive um momento de plenitude, que ter um bebê nos braços é esplendoroso. E realmente é. Mas não é assim 24 horas por dia. Bebês choram e, alguns, choram muito. Bebês tem fome e precisam ser alimentados, muitas vezes a cada três, duas ou até de hora em hora. E a mãe tem que estar lá, firme e forte para alimentar sua cria. Por que ela o ama e quer vê-lo crescer e sabe da sua necessidade. Mas não me diga que ela tenha que fazer isso com sorriso nos lábios, penteada e cheirosa, como nos comerciais de margarina. Muitas vezes o dia passa e você se dá conta que sequer tirou o pijama. Escovar os dentes, pentear os cabelos, tomar um banho um pouco mais prolongado passam a ser desejados pela nova mãe, que nem sempre consegue fazê-los com a calma e naturalidade que realizava antes do bebê nascer. Nem sempre ou quase nunca, pra ser bem sincera. 

A amamentação é sublime e deve ser sim incentivada. Mas ninguém diz que os seus peitos vão rachar, que muitas vezes podem até sangrar, que você vai sentir uma dor do cão quando aquele bebezinho pegar de jeito no seu bico. Dói. Dói muito. Na primeira semana você pode ficar à beira do continuar ou desistir. Lágrimas chegaram a escorrer dos meus olhos por conta da dor. E uma sensação de fraqueza absurda tomou conta de mim. "Como assim? Por que estou sofrendo se todo mundo diz que amamentar é lindo? É prazeroso? Será que não sou capaz?". Passadas as primeiras semanas você realmente vai descobrir a tal plenitude do amamentar. Mas, lembre-se, terá que remar muito forte para superar essa maré brava. 

A maioria dos bebês tem cólicas. E você sabia, que geralmente, elas surgem a noite e na madrugada? É... depois que sua mãe, sua vó, sua melhor amiga foram embora. E nessa hora é você e ele (e o pai, claro, que deve ser presente nessa hora). E aí você tenta botar em prática todas as receitas que ouviu durante os nove meses de gravidez e parece que nada funciona. Seu corpo está cansado, você passou o dia trocando fraldas, não dormiu direito na noite anterior, quando tentou esticar as pernas por alguns minutos, ele chorou de fome. Você não descansou e agora, bem quando o que mais você queria era se entregar nos braços de Morfeu, ter um sono gostoso e tranquilo, ele tem dor. E é só você que pode ajudá-lo. E nessa hora você lembra que é filha e que o que mais queria era o colo da sua mãe nesse momento... Quando o Matheus, meu primeiro filho tinha poucos dias de vida, recebi a visita de uma amiga que disse: "Passa rápido. A cólica vai até os 4 meses!". Fiquei paralisada. Se eu estava morta na segunda semana do pós parto, como assim teria que esperar mais 3 meses pela frente? Parecia o fim! Mas só parecia... Realmente a cólica passou e hoje nem lembro quantas crises foram, como foi não dormir direito, como descobrimos qual a melhor forma de acalmá-lo e deixá-lo mais quentinho e confortável. Seguro e sem dor. Só sei que descobrimos e tudo passou. 

E quando você pensa que está livre da temida cólica, surgem os dentes e com eles as noites sem dormir, os choros, as angustias novamente. E as febres, o primeiro resfriado, as alergias e intolerâncias disso e daquilo. Ter um filho é como estar no mar, remando contra a maré. Mar bravo. Ondas fortes. Que tentam te derrubar a todo instante. "Meu Deus, quando isso vai acabar?" Digo: não vai! Filho é pra vida toda! E as fases mudam, as angustias e preocupações também. As necessidades são outras, mas você não nasceu mãe, lembra? Portanto terá que aprender ao longo da vida a lidar com cada situação. É como um jogo... um passo pra frente, dois pra trás, bônus de experiência, prêmio por alcançar o objetivo e assim tocamos o barco. E digo... o saldo é positivo, mesmo diante de tantos altos e baixos! Acompanhar o seu crescimento, ver o primeiro sorriso, presenciar o seu despertar depois de um sono gostoso é hipnotizante! É sua cria! É seu filhote! É parte de você! É seu coração batendo fora do seu corpo! É apaixonante! 

A maternidade é mágica. E a escola dela é a vida. Triste de quem não se arrisca nessa aventura e não se joga nesse mar para navegar. A maternidade é amor, é descobertas, é aprendizado, é sentir-se forte e fraco em questão de segundos. É ter dúvidas, é ter certezas, é aprender a dar um passo de cada vez. É acreditar em você. É descobrir-se. É dar mais valor para o seu feeling. É reconhecer-se em outro ser. 

A maternidade é difícil, mas é recompensadora! Não pense que será fácil, pois não será. E a ideia não é assustá-la logo agora que está estasiada aguardando a chegada do primeiro filho. É trazê-la pro chão, tirá-la das nuvens, para que você curta com plenitude cada fase, que é sim passageira. 





Eu e Matheus, com 5 meses

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Um trio (mãe e dois filhos) explorando a Bienal do Livro de São Paulo!

Rafa e Mat: explorando a bienal!
Hoje encaramos a Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Mochila nas costas com água e bolachinhas (quem tem criança pequena sabe do que estou falando; eles sentem fome nas horas mais inesperadas), tênis confortável nos pés e lá vamos nós três, mãe e filhos, para mais essa aventura. Aventura mesmo! Que começou pelo transporte. Optamos por metrô (eles amam!) e ônibus gratuito oferecido pela própria Bienal. Ponto positivo nesse quesito! Pegamos o ônibus ao lado da estação de metrô Tietê, havia sim uma fila considerável de pessoas, mas são vários veículos, um atrás do outro e, com isso, o fluxo de pessoas gira rapidinho. Funcionou super bem. Confortavelmente, em menos de 10 minutos dentro do ônibus, já estávamos na frente do Anhembi. Aliás, esse ponto positivo faz um contraponto com um negativo, na minha opinião. O valor do estacionamento da bienal é um escândalo: R$ 40,00! Precisa ter coragem ou muita necessidade para encará-lo. 

A entrada estava tranquila, mas acredito que o horário também ajudou, chegamos por volta das 10h de uma terça-feira, então não era de se esperar muito tumulto por ali. O valor do ingresso também é muito acessível (R$ 12,00) e é oferecida meia entrada para algumas situações como estudantes e comerciários com carteirinha do Sesc, por exemplo. Criança até 12 anos não paga, o que é mais bacana ainda, afinal o objetivo é (ou deveria ser) o incentivo à leitura, certo?. A surpresa veio quando pisamos dentro do pavilhão. Tinha sim, muita gente já lá dentro! Muitas excursões de escolas, crianças uniformizadas andando em filas com seus professores. Um ou outro estande mais cheio, mas nada que atrapalhasse a visita. Outro ponto positivo! Delicioso ver tanta criança e adolescente "mergulhados" no universo literário. Lindo de se ver! Energia boa no ar! 

Rafa e Peppa: a porquinha famosa!

Anda daqui, espia dali, e assim fomos "gastando sola de sapato" pelos corredores da bienal. Algumas coisas bacanas, outras nem tanto. Quando os meninos viam algo que chamava suas atenções, pediam pra entrar, mexer, comprar. Se eu tinha alguma dúvida da popularidade da porquinha Peppa, não tenho mais. Fiquei impressionada com a quantidade de estandes de livrarias e editoras com livrinhos da personagem e sua família. A maioria deles, confesso, bem bobinhos. São livrinhos de atividades, alguns livrinhos de estórias mais divertidos, mas era Peppa pra todo todo. O grande fã da porquinha aqui de casa, não deixava uma sequer passar despercebida... rs 






Meninos ganhando autógrafo da autora
A surpresa boa da vez veio de um estande pequeno, super despretensioso, mas com uma autora muito simpática, que nos chamou para conhecer seu livro. Sim. Ela mesma nos "laçou" no corredor e, com um jeito muito gostoso nos contou um pouco do enredo da história do seu livro infantil "Lili, a estrela do mar". Os meninos, depois confessaram que ficaram felizes por conhecer uma autora de pertinho e por trazer pra casa um livro autografado por ela. O que me deixou feliz também, afinal é sinal que eles valorizam os autores. Que legal!  Ponto pra simpatia da Katia Machado Pino, autora do livro, que será nossa próxima leitura em família! 



Mat desenhando no papel camurça

As atividades que alguns estandes reservam pra molecada também agradou os meninos. Nesse aí da foto ao lado, eles faziam desenhos livres em folhas de papel camurça e suas imagens eram exibidas numa tela de TV. Em outro estande, puderam entrar numa biblioteca móvel montada dentro de um caminhãozinho. Criatividade, diversão, descoberta e lazer reunidos num só lugar. Ponto pra diversão! 





Nanotecnologia: até o nome era
difícil para falar!

Mas não parou por aí. 
Uma unidade móvel de nanotecnologia chamou a atenção do Rafa! E nem a fila de pessoas para entrar no veículo fez meu pequeno desistir de conhecer aquele "caminhãozinho" por dentro. E lá vamos nós aprender um pouco mais sobre ciência! E, para quem achava que eles não entenderiam nada, a surpresa: os dois se divertiram com as explicações e em poder circular pela unidade móvel, que reunia microscópios e produtos onde a nanotecnologia foi usada. Ponto para diversão e por apresentar novos conhecimentos de uma forma didática e divertida.







O que veio da Bienal com a gente este ano!



No final, com a mochila um pouco mais pesada, trazendo alguns livrinhos escolhidos na Bienal, voltamos pra casa. Mas não antes de passar pelo pipoqueiro e comprar "aquela" pipoca doce, que eles sentem o cheiro de longe...


Cansados? Sim, estamos os três bemmm cansados, mas valeu o passeio. Em 2016, tem mais!