quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

MENINOS DESCOBRINDO DORIVAL CAYMMI

Aí meu caçulinha chega em casa e diz: "Mãe, eu adoro Dorival Caymmi!". E você descobre que essa paixão toda nasceu por causa dessa música aí... Maracangalha! 

É, Rafinha, seu gosto musical está no caminho certo! Parabéns, professora Elaine Othero de Souza, por mostrar e apresentar música de qualidade para os nossos pequenos! Amei! 

Hoje, indo pra escola, foi a vez do Matheus, falar em Caymmi. "Mãe, encontrei na internet a música Marina, do Caymmi!" 

Todo esse interesse por Dorival Caymmi surgiu por conta de um projeto do colégio onde ambos estudam sobre o centenário do artista. 

E o coração da mãe? Tá feliz em perceber que os filhos estão curtindo e absorvendo essa cultura boa. 



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

PRIMEIRO DIA DE AULA - RAFA!

Rafinha, no seu primeiro dia de aula. Realizando um sonho! Tão feliz, parecia que estava indo pra Disney! rs



O novo aluno do Nível I - 
Rafael Ramos

E O RAFINHA VAI PRA ESCOLA...

Janeiro de 2009. Matheus, 2 anos e meio vai pra escola pela primeira vez. A tensão era grande, já que o pequeno dizia constantemente que NÃO queria ir pra escola. De outubro, quando fizemos a matricula, até janeiro, foram três meses de muita conversa, muita persuasão, muito convencimento. Mas o pequeno era teimoso, decidido, não se convencia fácil. Pensar no primeiro dia de aula se tornou quase um sofrimento para a família toda. Mas, crianças são imprevisíveis. E o que pensávamos que seria uma catástrofe, se transformou num dia inacreditavelmente feliz. Matheus, pra surpresa de todos, entrou na escola, deu tchau para os pais e foi, feliz, de encontro com uma nova fase de sua vida. E os pais? Ficamos, eu e Reginaldo, com cara de bobos, afinal ele passou três meses dizendo que NÃO queria ir pra escola.

Mas, claro, que não foi sempre assim. Passada a primeira semana de adaptação e quando já  tínhamos a certeza de que ele estaria bem na escola, o moleque resolveu se rebelar. Surpresa de novo! Como assim, depois de uma semana não quer mais ir pra escola? Sim. A novidade já tinha passado. A rotina, as obrigações, as novas descobertas (que nem sempre são prazerosas) fez o menino sentir medo. Queria a mãe. Queria a vó. E começou a chorar. Diria que a segunda semana do Matheus foi a mais difícil. Mudei de horário no trabalho, pois a vó não aguentava lidar com o sofrimento do neto. E olha, que ele sabia sofrer... chorava até não poder mais. Mas passou, como tudo passa nessa vida. E o menininho aprendeu a amar a escola e reclamar que as férias eram longas demais, que queria os amigos, a professora, os brinquedos e brincadeiras que fazia no "Tibá"... Sim, ele não conseguia falar Jequitibá, o nome do colégio, mas o Tibá já morava no seu coração.

Passados cinco anos, cá estou novamente passando pela mesma situação. Como mãe de segunda viagem, confesso, que dessa vez o "sofrimento" (mãe adora, sofrer!) está menor. Se na época do Matheus, sofri por 3 meses, dessa vez a "ficha caiu" há uma semana. O filho é outro e a situação é outra. Rafa nasceu com um irmão indo pra escola. E seu irmão é seu ídolo! Rafinha pede pra ir pra escola há quase um ano. Por algumas razões, seu desejo não foi atendido de imediato, mas agora ele vai. Está todo feliz. Ansioso! Fala que vai pra escola como se tivesse indo pra um buffet infantil. Conhece alguns futuros amigos de sala, conhece o colégio, afinal, frequenta aquele espaço desde que nasceu, mas como visitante. Agora, ele terá o seu espaço lá dentro. Será um aluno! E está todo orgulhoso por isso. Curtiu comprar os materiais, vez ou outra, mexe no estojo, pede um papel, diz que está fazendo uma lição. Conta pra todo mundo que vai ter uma professora, que vai tomar lanche na escola, que vai brincar muito. Está radiante!

Claro, que o coração da mãe ficou apertado. Não por que ele vai pra escola, afinal, está mais do que na hora. Meu pequeno tem 3 anos e meio, o que para os padrões de hoje é quase o limite do "ingressar na escola". Uma loucura pensar que fui aos 6! Meus irmãos, aos 7 anos! Praticamente anciãos indo pra pré escola! É... os tempos mudaram...

Rafa é do tipo independente. Gosta de ter autonomia e se espelha no irmão mais velho pra conseguir a se virar. A influência do irmão faz o pequeno jogar jogos de tabuleiro destinados a crianças bem mais velhas, afinal são os brinquedos que ele tem acesso desde pequeno. Circula entre os amigos "grandes" (explico: os amigos do Matheus!) com muita naturalidade e com isso acompanha os maiores nas brincadeiras (e olha, que os maiores tem uma paciência de Jó com ele...). Mas apesar de tudo isso, Rafinha é um menino de 3 anos! Um bebezão! Que fica magoado quando alguém o ofende, que chora, muitas vezes, quando não consegue alcançar o seu objetivo, que nem sempre consegue sair de alguma "saia justa".  E nisso, eu sei, a escola vai ser um ponto importante em sua vida.

Certa vez, uma psico pedagoga me disse que acreditava que mais importante do que as disciplinas em si era o contato "mano a mano" que a escola propiciava. Entre os amigos não há proteção, ninguém "passa a mão na cabeça". Criança é, muitas vezes, cruel, direta, fala o que pensa e o que quer. É na escola que aprendemos a sair de situações difíceis, que aprendemos na "marra" a dividir, a lidar com as diferenças, que descobrimos que podemos ser bons em matemática, mas nem tanto em português. Que podemos ser o craque do futebol, mas um caos no judô. Que um dia ganhamos e no outro perdemos. E por mais que tentamos passar esses valores no dia a dia, em casa, é na escola que essa vivência se dá de fato. Dura e crua.

E é por isso que meu coração está apertado nesse momento. Rafinha vai começar uma nova (e longa) fase de sua vida, sua vida escolar! A empolgação dele chega a me assustar. Como disse no início do texto, minha primeira experiência foi de um menino que NÃO queria ir pra escola. Rafinha quer! Rafinha tem sede de novidades, de amigos novos, de novas experiências. Mas não sei o que ele imagina que é de fato a escola. Provavelmente o lugar que ele vê o irmão entrar e fazer tchau pra ele todos os dias, desde que ele nasceu. O lugar onde os amigos do irmão, que ele tanto ama, se reúnem. O lugar que, até no ano passado, ele só entrava em dias de festas e animação. No fundo, ele não sabe ainda o que é a rotina escolar. Que é sim prazerosa, encantadora, um lugar de descobertas incríveis, onde ele fará novos e, quem sabe, grandes amigos, mas também um lugar que tem regras, disciplina, que exige "jogo de cintura". Resta aguardar pra saber como meu pequeno se sairá... Espero que entre feliz hoje pelo portão da escola. E confesso que acho que entrará... mas tomara que na próxima semana a vontade continue a mesma e assim sucessivamente!

Vai Rafinha! 2014 é o seu ano! Mamãe estará sempre te esperando na hora da saída louca por um abraço forte! Te amo, filho! Te amo demais!


sábado, 18 de janeiro de 2014

MEUS PEQUENOS PATINADORES

Sempre achei lindo observar alguém patinando. Sempre incentivei o Matheus a patinar, mas a resposta do meu menino era sempre a mesma: "Não gosto de patins, quero andar de skate!".
Não gostava até esse verão...
Dia desses fomos no Sesc pra uma vivência de skate e, eis que ao lado, havia uma atividade com patins. E ele resolveu colocar as rodinhas nos pés e... como um passe de mágica, depois de alguns minutos, Matheus estava deslisando no ginásio esportivo do Sesc Pompéia. Claro, parecendo mais um robô do que um patinador. Duro, mas com um equilíbrio fantástico!
O Rafinha também tentou, mas não tinha patins do seu número. Portanto, foi quase impossível mantê-lo de pé por alguns segundos.
Ontem, fomos em busca de mais uma atividade com patins, agora, no Sesc Santana (nossas férias de verãpo são Sesquianas, sempre! rs).
E lá, diferente do anterior, tinha patins do tamanho do meu pequeno.
E, de novo, pra minha surpresa, não é que o Rafa conseguiu se equilibrar. Muito fofo! Lindo de viver!
Abaixo, algumas fotos desse momento tão especial para nós...


Matheus, ontem, no Sesc Santana: 
segundo dia de patinação!

Rafinha, no Sesc Santana: primeira
vez que consegue se soltar 
com os patins!

A mãe não resistiu: tinha que 
corujar o caçula! 

Matheus, semana passada, no Sesc
Pompéia: primeira vez que sobe
 em cima das rodinhas e... 
se equilibrio! Lindo!




quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

RAFA - SEGUNDA CIRURGIA DA SUA VIDA

Rafinha é um moleque sapeca, levado da breca. Chegou, chegando, como dizem. É danado, espuleta, fala pérolas que nem mesmo nós acreditamos. Mas esse peralta gosta também de dar sustos na mãe... 

Aos 8 meses passou por uma cirurgia para retirada de um cisto branquial. Um baita susto para todos nós, da família. 

Agora, aos 3 anos e meio, eis que o meu grandão volta ao centro cirúrgico. Dessa vez, para uma cirurgia de fimose. A cirurgia foi marcada com uma certa urgência por que o Rafa estava com parafimose. 

A cirurgia foi realizada no Hospital Infantil Sabará, no dia 10 de dezembro, pelo dr. Elcio Baldacci. Foi tranquila, simples e tudo estaria perfeito não fosse o pós operatório. Rafa precisa ficar de repouso, mas, lembra o que disse no início desse texto? Ele é um menino sapeca, levado da breca! Pois é, e meninos assim não fazem repouso! 

Graças à Deus meu pequeno está melhorando aos poucos. A região ainda está inchada. Diz o médico que se ele ficasse mais quietinho estaria melhor. Mas o Rafa finge não entender e sai pulando pela casa, como se nada tivesse acontecido... 

De "piu piu" novo, meu moleque segue sua vidinha feliz e, aos poucos, voltando ao normal. 
Moleque sapeca, levado da breca... Forte como uma rocha! Pare de dar sustos na mãe... chega de cirurgias! rs

terça-feira, 12 de novembro de 2013

PÉROLAS DA DUPLA - MAT E RAFA

Pérolas de Mat e Rafa, durante uma conversa ontem a noite...  

Rafa - "Nossa, Mat, este jogo é pra maiores de mil anos!"

Mat - "Claro que não, Rafa, é pra maior de 6 anos. Olha aqui na caixa!"

Rafa - "Não, Mat... só maiores de mil anos podem jogar. É sério!"

Mat - "Então só a vó poderia jogar esse jogo, né Rafinha!"


... xi, sobrou pra vó... rs


domingo, 20 de outubro de 2013

PUBERDADE PRECOCE. SERÁ?

Quarta-feira, fim de tarde. Dia de aula de futebol do filhão mais velho. Depois de um dia repleto de atividades, busco ele no colégio, como de costume. Fazia muito calor e ele estava suado. Enquanto eu dirigia, ele, que estava no banco traseiro, se aproximou de mim. Senti um cheirinho de suor... "Nossa, Má. Você suou hoje. Chegando em casa, vá direto pro banho!". Mas aquele dia tinha algo diferente acontecendo. Assim que chegamos em casa, me aproximei dele e percebi que ele estava com um odor forte localizado, bem debaixo das axilas. Tudo seria absolutamente normal se ele não tivesse acabado de completar 7 anos de idade! Fiquei com a pulga atrás da orelha, a partir de então...

Pesquisa daqui, pesquisa dali. Observo o moleque, muitas "cheiradas" (rs) dia pós dia até que resolvo tirar a dúvida: marquei uma consulta com a dermatologista. E eis que surge a constatação que eu tanto temia: possibilidade de puberdade precoce! No caso dele, não foi confirmado, pois faltam outros sintomas, que ele ainda não apresenta. Mas, já surgiu uma pontinha do diagnóstico, um sinal de alerta.

Diante da minha cara de espanto, a dermato começa a relatar que é cada vez mais frequente aparecer no consultório meninas menstruando aos 8 anos de idade! E, talvez, um dos grandes vilões (não o único, claro!) disso tudo seja a ALIMENTAÇÃO.

O assunto merece atenção. Afinal, o que comemos? O que vem dentro daquela comida congelada tão prática e que facilita nossas vidas? O que vem dentro daquela caixinha de suco que nossos filhos levam na lancheira pra escola? E os hormônios que são injetados no boi, no frango, no porco, enfim, na carne que é servida à mesa? Pois é, não sabemos ao certo o que comemos.

Pesquisa daqui, pesquisa dali e vejo artigos do tipo "Suco de soja em excesso pode antecipar a puberdade". Uau, meu filho tomou caixinhas e caixinhas de suco de soja nos primeiros anos de vida. Até por que acreditávamos que "aquela" era a opção mais saudável para um lanche na rua se comparado ao suco de caixinha tradicional.

Outros alimentos surgem nas listas de hipóteses por aí... serão os hormônios presentes nas carnes que comemos? Serão os produtos químicos que mimetizam hormônios nos organismo? Será a tendência crescente à obesidade infantil ou a sexualização precoce das criança pelos meios de comunicação? Não temos a resposta, mas é bom ficar alerta...



Abaixo um texto, que trata do assunto:


Revista Saúde - Ed. Abril



Puberdade antecipada é comum

Corpinho de 15 e cabeça de 8
Muitas meninas já vivem na pele o impacto das transformações típicas dessa fase. O motivo é um descompasso entre o relógio biológico e o mental, que atropela a infância



A infância deveria estar em sua plenitude, mas a menina ganha altura a cada dia, os mamilos já despontam, os pêlos crescem e aquele odor inconveniente exalado das axilas é sentido a distância. O tempo parece ter voado, escorrido pelos dedos. Os médicos chamam esse quadro que pode surgir aos 8 anos de idade ou até antes disso depuberdade antecipada. A percepção geral nos consultórios é de que ela está se tornando mais comum, embora não existam estatísticas a respeito.
Talvez um dos motivos seja o seguinte: nos dias de hoje bastaria um escorregão biológico, por assim dizer, para uma garotinha virar adolescente antes do previsto. Afinal, as meninas já estão menstruando mais novas do que a mãe e as avós. Isso é um fenômeno natural. "Nós o chamamos de aceleração secular do crescimento", diz a pediatra Maria Ignez Saito, chefe da Unidade do Adolescente do Hospital das Clínicas de São Paulo. De século em século a primeira menstruação chega mais cedoe o crescimento é mais rápido.
Nos idos de 1900 as mulheres passavam a menstruar, em média, aos 17 anos. Um século depois a idade média da menarca a primeira menstruação caiu para os 12. Atualmente considera-se normal que as transformações fisiológicas da puberdadesejam disparadas entre os 8 e os 13 anos nas meninas. Se as mudanças surgem antes disso, é para prestar atenção. Pode ser a tal puberdade antecipada. Ou, então, algo que mereça o rótulo clínico de puberdade precoce quando esses sinais aparecem em quem mal completou, se é que completou, 6 anos de idade.
O problema em questão tem a ver com o funcionamento antecipado da hipófise e do par de glândulas supra-renais, responsáveis por secretar os hormônios do desenvolvimento sexualAlém de encurtar a infância, a puberdade precoce pode levar à baixa estatura o esqueleto logo esgota sua capacidade de se desenvolver. Claro, a pequena precisará ser tratada por um pediatra ou até mesmo por um hebiatra, que é o médico especializa do em adolescência. "Ele irá analisar vários exames para tentar bloquear o problema", conta a endocrinologista Angela Spinola e Castro, professora do departamento de pediatria da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. 


Os médicos apelam para substâncias que impedem o avanço da maturação sexual. Entre elas o hormônio GNRH. "Ele faz a idade óssea, aos poucos, ficar proporcional à cronológica", resume a endocrinologista Ieda Verreschi, coordenadora do Ambulatório de Gônadas e Desenvolvimento, também da Unifesp. Nas meninas a puberdade antecipada aquela que dá as caras antes dos 8, mas não muito antes disso deixa mais seqüelas na cabeça do que no corpo.
"A transformação física acontece, mas a emocional não", lembra a psicóloga Célia Horta, de São Paulo. Para piorar, a garota se sente desloca da no seu grupo de amigas e, às vezes, os próprios pais não sabem como agir. Ou seja, em casos assim os adultos também precisam de orientação. Entre outros motivos porque será praticamen te impossível evitar a exposição da criança e eles poderão ajudá-la a lidar com as informações que recebe dos colegas.
A antecipação da puberdade é mais freqüente nos países desenvolvidos e há hipóteses para isso. Nesses lugares a adolescência já chega naturalmente mais cedo por causa da alimentação. "O corpo precisa de muita proteína para entrar na puberdade", explica o hebiatra Maurício de Souza Lima, da unidade de adolescentes do Hospital das Clínicas de São Paulo. Para acelerar ainda mais o tempo pesam ou tros fatores ambientais. Um trabalho da Escola de Medicina daUniversidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, apontou que um simples cosmético poderia provocar um curto-circuito hormonal. Prova disso, segundo os pesquisadores, seria o caso de uma menina e seu irmão que exibiam pêlos pubianos em plena infância.
Tudo por culpa, garantiram os cientistas, de um creme para pele com alta concentração de testosterona, o hormônio masculino, utilizado pelo pai. O simples roçar no rosto paterno teria sido suficiente para que absorves sem a substância, responsável pela pelagem."A ingestão excessiva dos fitoestrógenos da soja e seus derivados também poderia ter esse efeito", teoriza Angela Spinola e Castro. Os temidos hormônios nos alimentos engrossariam o rol. Em 1979 ocorreu um fenômeno na Itália: os seios de centenas de meninas começaram a se desenvolver por causa da ingestão de carne bovina repleta de estrógeno, hormônio feminino que tinha sido usado na criação do gado. Outra acusada é a obesidade. "Ela faz a idade óssea avançar", salienta a endocrinologista.