terça-feira, 23 de agosto de 2011

MATHEUSZICES - E a vó Ivone em uma amiga flôr?

A vó disse: "Preciso ligar pra Margarida. Faz tempo que não falo com ela!"

E o Matheus responde: "Nossa vó, não sabia que você era amiga de flôr também!".

Depois de muito rir, a vó responde: "Pois é Matheus, e tem também a Rosa, a Hortênsia, a Violeta...".

sábado, 20 de agosto de 2011

17 ANOS SE PASSARAM!

Este post não é sobre os filhos, mas sobre a outra metade responsável pelos meninos. Hoje faz 17 anos que estamos juntos! Uau... quanto tempo. Parece que foi ontem!!! Eu, praticamente uma criança com 16 aninhos e ele um "moçoilo" no auge dos seus 22 anos. 

Brinde à nós Rê! Obrigada por compartilhar momentos alegres e dificeis ao meu lado. E por ser um companheirão na hora de educar nossos amores!



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

FALA - Matheus vai pra fono!

Tenho horror só de pensar em criança que tem mais atividade que um adulto. Ainda acredito que criança deve ser simplesmente criança. Mas meu filho acaba de "ganhar" mais uma atividade semanal: começou a fazer sessões com fono (fonoaudióloga... que nome enorme, pra que?) pra ver se desenrola a língua na hora de falar algumas palavrinhas (tipo 'balata' em vez de barata, 'tem' em vez de trem, 'aga' em vez de água, e por aí afora...).

Ele adorou a primeira sessão. Assim como ama fazer terapia todas as sextas. Natação às terças e quintas. Futebol às segundas. Judô às quintas. Tudo bem que essas duas últimas atividades são feitas em horário de aula na própria escola, o que facilita um pouco o dia a dia.

Mas se parar para pensar, meu pequeno faz muito mais atividades do que eu e o pai dele juntos nessa idade. Por outro lado é mais esperto do que nós nessa idade (rs). É da geração virtual, que mexe em computador (quase) como gente grande. Isso por que o acesso dele é limitadíssimo aqui em casa. É sociável entre os amigos, afinal são verdadeiros amigos desde os dois anos de idade. É rápido no raciocínio e estimulado diariamente em sala de aula (e por que não em casa também).

Dia desses, voltando da escola, o Matheus me perguntou como era a minha escola quando eu tinha cinco anos. E quando eu respondi que só fui pra escola aos seis anos ele ficou, por alguns segundos, com a boca aberta de espanto... rs... Foi difícil para ele entender algo assim. Pra ele, o irmão, de um ano, já deveria estar na escola! "Por que o Rafa não está na sala dos bebês ainda, mamãe", pergunta com frequência.

É Matheus... os tempos mudaram... a mamãe não sabia escrever o próprio nome com cinco anos! E vc já sabe! A mamãe também não tinha tantos amigos nesta idade. E vc já tem. Internet, computador, terapia... xiiii demorou muito pra eu saber o que era tudo isso... As coisas aconteceram depois... Mas uma coisa temos em comum... a mamãe sempre foi curiosa e isso você é bastante também!


 Matheus, de brasileirinho, ao lado dos 
amigos durante uma aula de futebol!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

MEU AMIGÃOZÃO

Desde que o desenho animado "Meu Amigãozão" estreou no Discovery Kids, o Matheus não perde um episódio sequer. Ele ama a aventura dos três coleguinhas de escolas que mergulham num mundo de fantasias com seus três "melhores amigos imaginários".

A paixão do meu filhote pelo desenho é tanta, que a abertura da série fez parte até da retrospectiva dos meninos desse ano, já que a ideia era falar de irmãos que são verdadeiros amigos. Matheus diz que o Rafa é seu "amigãozão". E, tenho certeza que a recíproca é verdadeira também.

Enfim, sabendo dessa admiração dos meus filhos pelo desenho animado, assim que eu soube que um shopping do Alphaville havia montado um espaço de lazer nas férias idealizado no tema, não pensei duas vezes e fomos pra lá. E, depois de tantas atividades deliciosas, os meus mocinhos participaram de um pequeno vídeo, onde eles mesmos fazem parte da abertura do desenho. Foi um barato! O resultado está ai embaixo. Até a mamãe aqui participou já que o Rafa não ficava quieto sozinho... rs



terça-feira, 26 de julho de 2011

SAUDADES

O coração hoje tá apertado. Chora de saudade. Saudade de quem está vivo apenas na lembrança. Não temos mais como abraçá-lo, sentí-lo, acariciá-lo. Não podemos mais ouvir seus conselhos, suas duras, suas verdades. Ah como ele faz falta! Falta diária. Falta doída. Falta das suas respostas para minhas dúvidas. Ah, como penso nele! Ah como gostaria que ele tivesse aqui pra continuar iluminando nossos caminhos. Pena que sua passagem na minha vida foi tão curta. E pena que curtiu tão pouco o neto mais velho... e sequer conheceu o pequeno Rafinha.

Parece que foi ontem que meu bebezinho passeava com ele de cadeira de rodas pela sala de casa. O que pra ele era tão dificil se transformava em momento de alegria quando ele via a felicidade do neto durante a brincadeira. Quando o Matheus nasceu ele dizia que tinha ganhado um amigo, afinal o pequeno nasceu bem no Dia do Amigo (20/07). E o Matheus, embora não saiba, perdeu seu amigo exatamente no Dia do Avô (26/07).

Há três anos ele se foi. Foi "tocar" sua vida em outro lugar. Sua missão na Terra já estava cumprida. No  último domingo, sem mais nem menos, o Matheus olhou pro céu e perguntou qual daquelas estrelas era o vovô Chico. E quando eu disse que não sabia, ele mesmo respondeu. "Eu sei mamãe, é aquela ali, bem brilhante!".

quarta-feira, 20 de julho de 2011

5 ANOS COM MATHEUS

Há exatos cinco anos ganhei o maior presente de Deus. E com ele ganhei novas atribuições. Ganhei um novo papel na sociedade - de simples mulher, de esposa, de filha, agora eu me tornaria também mãe. É... no dia 20 de julho de 2006 fui presenteada com meu lindo Matheus. Não poderia ganhar presente melhor no dia do amigo. Meu maior amigo, até então, afinal agora tem o Rafael também, chegou nesta data tão especial. Fazia um friozinho gostoso em São Paulo, a cesariana já tinha sido marcada por conta de algumas pequenas intercorrências. O parto estava previsto para a noite. Foi um dia gostoso, que misturava muita apreensão, expectativa e também muita felicidade.

Lembro-me como se fosse hoje que logo depois do almoço deitei na cama para aliviar a coluna que já tinha ido pro espaço há alguns meses. Não consegui dormir um segundo sequer, mas ficava imaginando o quanto minha vida iria mudar a partir daquela noite. Tinha muito medo de não dar conta, de não saber cuidar do meu filhote, de não conseguir atender todas as necessidades do pequeno, de não conseguir ser 100% mãe. Mas o que seria ser 100% mãe? Não sabia e não sei até hoje. Aprendi a ser mãe com o Matheus. E continuo aprendendo a cada dia. Aprendi a dar banho, a trocar fraldas, a entender o que ele queria sem usar uma única palavra sequer. Descobri que mãe fala com o filho pelo olhar. Não precisa de palavras. É possível sim saber se seu filho sofre, se tem dor, se algo não está bem, se ele está com fome sem manter um diálogo sequer. Descobri um sexto sentido maternal, que me fez do dia pra noite passar de um sono pesadérrimo que sempre tive para um sono levinho pronto para escutar meu pequeno sempre que preciso. Descobri que é possível trocar de cama "n" vezes numa noite para acalmar o filho que está com medo de ficar sozinho, sem que isso pudesse acabar com o meu dia seguinte. Pelo contrário, acho que Deus quando nos dá a graça de ser mãe manda também uma dose extra de ânimo, de vontade de viver, de disposição.

Matheus me ensinou muitas coisas e continuará ensinando por toda a vida. Pega no meu pé quando eu escovo os dentes com muita força; reclama que eu vivo apressada e diz que é preciso pisar no freio. Diz que me ama com a mesma frequência em que toma banho! É apaixonante. É carinhoso. É canceriano com todas as suas características. É carente. É manhoso. É certinho. É recentemente descobrimos que é também um excelente irmão mais velho - zeloso, cuidador, paciente (até o Rafinha pisar no seu pé!).

Matheus, como te digo sempre, você deixou nossa casa mais colorida, nossos dias mais quentes, nossa família mais feliz. Mantenha sempre esse sorrisão lindo e largo no rosto! Te amo!

terça-feira, 19 de julho de 2011

GERAÇÕES DIFERENTES - O que é poço, vó?

Este ano as férias de julho estão diferentes lá em casa. É a primeira vez desde que o Rafa nasceu que os dois irmãos estão de férias sem a mamãe aqui por perto o tempo todo. Peguei um freela que durará apenas dois meses, mas coincidiu justamente com as férias escolares. E, portanto, ambos estão com a santa vó Ivone.

Dia desses cheguei em casa e o Matheus estava no trono (banheiro) brincando com a vó de 

"o que é, o que é". De repente, minha mãe solta essa:

"O que é, o que é que desce cantando e sobe chorando?", perguntou ela.

"Não sei vó!", disse o Matheus.

Qual não foi minha surpresa quando minha mamãezinha respondeu:

"É o poço Matheus. Quando o balde desce vazio no poço faz um blin blin blin que parece cantar. E quando sobe, vem derrubando água - chorando!", explicou.

"Poço, vó?! O que é um poço?", perguntou curiosíssimo.

Isto me fez perceber algo que nunca tinha parado pra pensar. Como é bacana misturar gerações. Com a minha mãe o Matheus tem "acesso" a um mundo em que ele não está acostumado. Quando é que eu ou qualquer amiguinho da escola falaria com ele em poço? Pois a vó lembrou, já que isso fazia parte da rotina dela de garotinha.

Parabéns vó. Mesmo sem perceber você está ensinando muitas coisas bacanas aos seus netos. Que legal!