segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

REFLUXO: VAI EMBORA, PLEASE!

Há cinco meses, aproximadamente, Matheus passou por uma endoscopia digestiva onde foi diagnosticada uma gastrite mediana e um refluxo gastroesofágico chatíssimo. Ao longo desses meses embarcamos com ele num universo até então desconhecido para nós e, por alguns momentos, assustador. "Como controlar a alimentação de uma criança que já é tão dificil e seletiva na hora de comer? Como restringir alimentos para quem, por conta própria, já limitou seu leque de variedades tão drasticamente?". Pois é, mais uma missão para família toda.

Por um lado a "restrição" alimentar espontânea do Matheus nos ajudou. Ele não chega perto de refrigerantes e condimentos. Catchup, mostarda, molhos fortes não fazem parte do seu cardápio por decisão própria. Doces, pudins, bolos recheados e gordurosos também não encantam meu menino. Mas ele é criança e ama chocolate. Ama também um suco de fruta natural, que sempre foi motivo de orgulho para todos nós. O problema é que agora as frutas ácidas (suas favoritas) estão proibidas também: laranja, abacaxi, maracujá, não pooooode!

Matheus sofreu nos últimos meses. Ficou sem sua amada batatinha frita. Mas também aprendeu que ela pode sim ser muito gostosa se assada no forno. E, hoje, diz todo orgulhoso que prefere a batata mais saudável. Pena que não dá pra fazer uma "versão mais saudável" do chocolate. Esse não tem jeito mesmo, precisou ficar mais "ausente" do seu dia a dia. Só de vez em quando.

O suco de abacaxi também foi o que mais deixou saudades. Matheus tomou muito suco de abacaxi na sua vida. Mas a sua fruta favorita virou vilã e precisou ser abolida do cardápio. Ele reclamou. Chegou a matar saudades do suco tão amado algumas poucas vezes, mas esse "encontro" foi bem raro, afinal o estômago não se dá bem com essa fruta.

Balas, chicletes, piruitos, bolachas recheadas, tudo isso passa raramente pela vidinha do Mat agora. Ele, que nunca exagerou nos doces mesmo, hoje vê menos ainda essas guloseimas na sua frente. Como resultado percebemos que ele está mais magro. Cresceu, esticou, mas está sequinho. As costelinhas estão mais salientes. Claro, que isso também é motivo de preocupação da mamis aqui, mas sei que ele está se alimentando e comendo melhor que antes.

Entretanto, o que mais preocupa é o bendido Refluxo Gastroesofágico. Mesmo com todas essas mudanças, Matheus continua apresentando sintomas da doença. Vez ou outra volta gostinho (líquido). Vez ou outra voltam alimentos. É muito chato. Muito desagradável. Ele toma há cinco meses o mesmo remédio para refluxo três vezes ao dia. Mas, as vezes, parece que não houve melhora ainda. Pelo menos melhora significativa. Talvez tenha que passar por uma nova endoscopia no início do ano para checar se a gastrite realmente foi embora ou se está camuflada, escondidinha por traz do refluxo.

O nosso dia a dia é completamente maluco. Ele precisa comer a cada duas, três horas em pequenas quantidades. Ele até tem fome pra isso. O problema é que ele continua restritivo, lembra? O que dar pra uma criança que não come de tudo a cada duas horas. O leque dele de opções, embora tenha melhorado, ainda é restrito. "Matheus você vai ficar com cara de bolacha de leite. Aceita uma salgadinha?" Não. "Matheus não dá pra uma pessoa comer apenas maçã de fruta na vida. Vamos de banana hoje?" Não. Matheus pão de queijo todo dia não pode. Posso passar um requeijão no pão francês?" Não.

Tarefa dificil pra essa mãe aqui, que não desiste nunca, mas que tem horas que parece perder as forças e a imaginação para conseguir inserir um alimento novo em sua vida. Quando conseguimos e a tentativa é bem sucedida é motivo de festa por aqui. Dia desses ele, que sempre foi apaixonado por pastel de queijo, aceitou (acho que de tanta vontade!) a comer pastel assado. Confesso que a massa nem era tão boa assim, mas ele comeu compulsivamente e ficou feliz da vida. Vitória. Mais um alimento pra lista dele.

E, aproveitando, que hoje é 31 de dezembro, último dia do ano, além de pedir o de sempre (saúde, amor, alegria, relizações, paz), tenho um pedido especial: Refluxo vai embora. Você já ficou bastante aqui com a gente. Hora de você seguir sem caminho, meu chapa! Bye bye.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL!

Um Feliz Natal especial a todos!
Este ano nosso Natal está com um certo suspense. Talvez seja o último em que o Mat ainda acredite no bom velhinho. Nos últimos meses foram tantos questionamentos, tantas perguntas e, até, algumas conclusões dele mesmo. Sinal que nosso meninão está crescendo e amadurecendo.
Que a magia do Natal esteja presente na vida de todos nós!




segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

MATHEUS: BYE BYE EDUCAÇÃO INFANTIL!

Há quatro anos, com dois anos e meio, ele entrou na escola pela primeira vez. Meus olhos ficaram cheios de lágrimas ao ver aquele pequetito entrar na escola puxando sua malinha do homem aranha. Lá ele chorou, sorriu, fez amigos, brincou, brigou, ficou feliz, sofreu, aprendeu que nem tudo era dele, que precisava dividir e como é, muitas vezes, dificil lidar com as diferenças. Conheceu os números, foi apresentado às letras, recentemente conseguiu ler as primeiras palavras da sua vida. Lá ele já foi rei, super-herói, caipirinha nas festas juninas e "estrela" nas festas de fim de ano. Enfrentou a timidez por várias vezes e, do seu jeitinho, se saiu muito bem. Conviveu diariamente com pessoas queridas, com  a tartaruga, com o pavão, com os coelhos e fez de lá a sua segunda casa. Agora ele está fechando um ciclo. Não será mais do infantil, vai pro fundamental. Tá se achando importante. Mas está tranquilo, pois sabe que encontrará as mesmas pessoas, os mesmos amigos e que continuará aprendendo de uma forma suave e divertida. Entrou no colégio com carinha de bebê e hoje está ficando com jeitinho de "menino grande".



Colégio Jequitibá: maternal I e II, nível I e II.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Astrologia - CRIANÇA DE TOURO

Agora é a vez das características do Rafa, meu taurino. E olha como ele é taurino mesmo... em vermelho o que mais "bate" com o perfil do Rafael.
 
 
 
 
A CRIANÇA DE TOURO
Esta é uma criança afetuosa, que adora carinho, chamegos e afagos. Ninguém gosta mais de se enroscar e dar e receber beijos melados do que o pequeno taurino.Tem a mais deliciosa das mãozinhas, e, quando nos tocam, seu tato é inigualável. São geralmente crianças roliças, por isso temos tanto prazer em apertá-las e abraçá-las. O contato permanente, a presença física e a segurança do afeto constante são indispensáveis para esta personalidade.
Apreciam o conforto, a casa arrumada, as coisas bonitas, a comida gostosa, a mesa posta, a roupa de cama macia e perfumada e... tudo que torna a vida agradável e prazeirosa.
Esta é uma criança possessiva e colecionadora. Gosta de tudo o que possui e não suporta que venham pegar suas coisas. Mesmo que já tenham um brinquedo, um objeto ou uma roupa gostarão de ter mais um igual, pois lhes agrada acumular. Ter por ter.
 
São vaidosos e adoram se cuidar e se apresentar bonitos bem vestidos, perfumados e penteados.
Têm uma sensibilidade muito forte para tudo o que diga respeito às sensações. Tudo o que agradar aos sentidos lhes agradarão um bom e demorado banho, uma comida saborosa e cheiros de perfumes agradáveis.
Tudo o que é belo lhes fascina. Desde cedo, têm um incomparável bom gosto e sabem curtir tudo o que é belo. Escolhem seus próprios sapatos, roupas, cadernos, decoração, pintura de parede, roupa de cama, mochila, etc... Não adianta lhes acenar com um artigo barato e de gosto duvidoso. Não aceitarão. Tudo deles é bonito e possivelmente mais caro.
Apreciam a arte e é possível que tenham algum talento nessa direção. Principalmente o desenho, a pintura e a escultura. Vale a pena conferir. Vale a pena também levá-los a museus e exposição para irem estimulando o seu natural interesse pelo mundo da arte.
Esta é uma criança mais sossegada. Que aprecia o conforto, o silêncio e a calma. É mais vagarosa também, e precisa de mais tempo para tudo para acordar, para tomar banho, para comer, para se vestir, para estudar e para aprender. Lentamente, ela vai assimilando tudo, mas precisa de tempo, calma e afeto para processar as coisas.
É fiel e leal nos seus afetos desde pequenininhos. Gostam de quem gostam e por muito tempo. Não é volúvel e não mudam de sentimentos à toa. Afeiçoam-se pela babá, pela professora, pelo porteiro, pela recepcionista da creche, pelo médico. Aliás, senão se afeiçoarem... não vai dar certo.
Pode ser uma criança um pouco gulosa, que goste de comer muito e principalmente doces, bombons, e refrigerantes. Pode chegar a ter uma certa tendência a engordar.
Um pouco preguiçosa, preferirá as atividades, as brincadeiras e os jogos que não dêem muitos trabalho e que não exijam muito esforço físico. Tem absoluta necessidade de segurança e de estabilidade material e emocional dentro de casa.
É bastante teimosa. Sabe o que quer e, dificilmente, muda de opinião ou vontade, quando já tem uma. Não adianta insistir com uma criança de Touro. Ela própria é bastante determinada e insistente nas suas vontades.
Adora o campo, o verde, as fazendas, a natureza, as flores e os animais. É bom levá-la nos fins de semana para um lugar onde possa conviver com a natureza e, com os bichos. Também, é bom ter dentro de casa plantas, flores e um animal de estimação.
É bastante ciumenta e possessiva com quem gosta. Portanto, pode se ressentir com afeto que os outros irmãos ou parentes recebe de quem ela ama.
É uma criança de saúde forte e robusta. Seu ponto fraco é a garganta. sempre quando abusa do gelado, do ar condicionado e de outros agentes prejudiciais à garganta.
O pai para a criança de Touro é um provedor. Alguém responsável pela segurança econômica da família. Também alguém afetivo, carinhoso, confiável e amante das boas coisas da vida.
Desde cedo, o pequeno taurino é chegado aos assuntos do dinheiro (Rafa já faz cofrinho! rs)Sabe o preço das coisas, aprecia brinquedos e presentes de valor, sabe conservá-los, e é até capaz de fazer uma economia, que guarda sigilosamente no seu cofrinho.
Touro é um signo feminino e, como tal, tem uma energia mais passiva e contida.
As meninas vão adorar brincar de mulherzinha sapato alto, maquiagem, cremes e perfumes. De trocar a roupa da boneca e, de casinha. Podem também gostar de fazer perfumes com flores e restos de sabonetes.
Os meninos vão gostar das massinhas, dos lápis de cor, das tintas, aquarelas, lego e todos os brinquedos que criam, montam e desmontam formas. São verdadeiros arquitetos - mirins.
Ambos serão loucos pelas cores.


Fonte: Astro Kids - site: www.marciamattos.com.br

Astrologia - A CRIANÇA DE CÂNCER

Impressionante a relação do signo de câncer com o Matheus. Estou chocada até agora com tantas coisas em comum. Em vermelho estão os pontos que mais têm a ver com o Mat.   
A CRIANÇA DE CÂNCER

Essa é a criança mais sensível do zodíaco. E deve ser tratada como tal.

Tem necessidade de segurança e proteção emocional. Tal como o caranguejo que inspira o simbolismo deste signo, essa criança é agarrada as pessoas de quem gosta e, usa a segurança da casa como uma toca para se proteger. A casa, para o pequeno canceriano é um ponto de referência. Deve ser aconchegante, agradável e funcionar como um verdadeiro lar. Esta não é uma personalidade independente, por isso é necessário que tenha sempre gente em casa quando ela chegar e, sempre gente com ela onde quer que ela vá. E mais... gente conhecida.
 
Essa criança, estranha os estranhos e, leva algum tempo para se acostumar e se afeiçoar às pessoas novas. Leva mais tempo ainda para se acostumar com o afastamento e a ausência das pessoas que lidam com ela.

O pequeno canceriano é extremamente envolvido e apegado as pessoas a sua volta e sentirá profundamente a viagem dos pais, ou o afastamento de uma empregada, de uma babá ou mesmo de uma professora. Esta criança renderá o dobro na escola se estiver num ambiente agradável, com coleguinhas e professores de quem ela goste.

Ela é movida por afeto e, todas as escolhas referentes à cursos, estudos e médicos devem levar em consideração o seu afeto.

Câncer é um signo de água e os cancerianos são fascinados por esse elemento.

Tomar banho pode ser a hora do dia favorita. Brincar com água ( mangueira, tanque, lavar louça) é um grande divertimento para ela.

O pequeno canceriano tem uma relação muito especial com a comida.

Comer para ela não é só matar a fome ou um ato de sobrevivência. É um sinal de que ela está sendo cuidada e, portanto tem uma conotação emocional. A hora de comer deve portanto ser relaxante e ser cercada de alguns cuidados. Ela deve comer sempre na hora certa, pois se sente mal se passar da hora de se alimentar. É sempre bom ter um lanchinho a mão se ela for passar muitas horas fora de casa. Se ela for fazer qualquer atividade extressante ( como ir ao médico, fazer uma prova) ela deve ir bem alimentada.
Em compensação, qualquer descompasso emocional, refletirá imediatamente no seu apetite. E ela pode ficar sem comer.
 
Esta criança precisa de uma vida estável rotina, horários e pessoas que ela sinta como seguras e capazes de tomar conta dela. A criança de Câncer é ela própria muito protetora e maternal. Será capaz de cuidar dos irmãozinhos e de outra crianças, se perceber que elas estão sendo negligenciadas por um adulto.

O ponto fraco da saúde do canceriano, desde pequeno, é o estômago e o aparelho digestivo. Qualquer coisa pode fazer essa criança enjoar - até viajar de carro. Qualquer outra doencinha será possivelmente uma conseqüência de uma contrariedade emocional.
Como, com nenhuma outra criança, o corpo reage às emoções.

Esta é uma criança sensível, que se magoa muito facilmente e se recente de qualquer sinal de desatenção ou frieza. Em compensação, ninguém se dá tanto, quando encontra carinho e cuidados. Ela precisa de um ambiente caloroso.

O pai da criança canceriana deve ser sensível, amoroso e atento às necessidades emocionais dela.


 
Fonte: Astro Kids - Site www.marciamattos.com.br

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

EIS QUE SURGE O MEDO DO BANHO!

Rafinha está mais lindo e serelepe do que nunca. É solto, desenvolto, brincalhão, gosta de se relacionar com as pessoas, enfim, é uma criança que esbanja felicidade e alegria por onde passa.

É raro ele não querer participar de alguma atividade, demonstrar medo por alguma coisa, até por que a vontade de seguir os passos do irmão (digo: imitar!) toma conta da situação na maioria das vezes.

Eis que nos últimos percebemos algo novo no ar... Rafa não quer tomar banho! Isso mesmo. E eu que pensei que fosse ter que lidar com isso lá pelos 8, 10 anos de idade.

Tudo começou quando trocamos o chuveirinho. Ele chorou. E olha que o novo era uma fofura: em formato de pato, todo amarelinho. Mas, ok, ele não curtiu o pato. De repente não é o seu bicho favorito... Voltamos imediatamente para o antigo e... o choro continuou. "Mas Rafa, é o chuveirinho de sempre", insistimos. E a resposta: "Tô com medo. Desliga, mamãe! Não quero tomar banho!", aos gritos.

Os dias foram passando e o choro continua. Um detalhe que deve ser lembrado. Quem decidiu que queria abolir a banheira foi o próprio Rafa antes de completar 2 anos. "Quero igual o Mat. Banho igual o Mat", dizia referindo-se ao irmão mais velho. E assim foi e, confesso, como facilitou a nossa vida.

O banho sempre foi com o chuveirinho, mas sempre sai água do "chuveirão" também. Ainda não conseguimos descobrir qual é o problema: o barulho, a água que sai do chuveiro em grande quantidade (mesmo usando o chuveirinho) ou se ele não curte mais banho precocemente. O fato é que pelo menos duas vezes por dia - manhã e noite - o Rafa tem um encontro marcado com o choro. E olha que a mãe aqui canta, tenta distrai-lo, dá um banho super rápido, mas o choro, pelo menos por enquanto está incontrolável.

As vezes é cômico: "Mamãe só me troca? ", ele pede. Não Rafa, não dá, precisa tomar banho pra sair o cascão, filho!

A notícia boa dos últimos dias é que ele está quase desfraldado. Cocô só no banheiro com o "troninho do Mat". Xixi ainda tem escapadas, mas está no caminho do "bye bye fraldas".

Vamos lá Rafa. Juntos fazer você gostar de tomar banho de novo...


Segue artigo publicado no site da Revista Crescer sobre o assunto:

COLUNISTA

ANNE LISE SCAPPATICCI




Por trás do medo das crianças

Fernando Martinho
Todo mês, vou escolher uma das dúvidas dos leitores para poder dar um espaço maior para alguma coisa que os pais mais indagam. Assim, vamos tentar responder aos assuntos que causam mais ansiedade, perplexidade ou até receio de estar fazendo algo que depois não vai dar certo.

A pergunta deste mês é da Camila Oliveira, de Santo André, SP:

- Tenho um filho de 3 anos e 9 meses, porém tenho grande dificuldade em tirá-lo do banho de banheira. Ele não aceita tomar banho no chuveiro como nós. O que fazer nessa situação, pois acho que com essa idade ele já deveria estar tomando banho como adultos.


As crianças têm muitas vezes medo do chuveiro grande, de adulto, e isso precisa ser respeitado para não criar um problema ainda maior como não querer tomar banho ou algum tipo de fobia (terror pelo banho ou pela água, como acontece com algumas crianças). Esses momentos do banho, da alimentação, do dormir são extremamente importantes porque representam o contato mais íntimo da criança com seu próprio corpo e com sua vida mental.

Na medida do possível, a gente precisa criar uma atmosfera agradável, sem constrangimentos, deixando a criança à vontade sem forçá-la. Freud (primeiro psicanalista) já dizia "o eu corpóreo é o primeiro eu da criança". Ele queria dizer que o corpo no início da vida é o lugar onde ficam as emoções e as relações mais íntimas. Não tendo ainda como representar as experiências ou ainda uma capacidade de abstração, a criança vai formando a sua personalidade partindo do que sente em seu próprio corpo, concretamente.

Por volta dos 3 anos, a criança está vivendo uma série de modificações, novidades e também de limites. O controle dos esfincters (cocô e xixi) assim como o ingresso na escola, dividir a atenção com os colegas, enfim, todo um mundo diferente do mundo do bebê. Quando bebê, ela era o centro das atenções, depois, ela está ingressando num mundo compartilhado. Essa fase precisa ser tratada com muita atenção e delicadeza.

Boa sorte a todos!
Reprodução
Anne Lise Scapaticci é terapeuta e psicóloga infantil, em São Paulo

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sábado, 11 de agosto de 2012

GASTRITE INFANTIL: por essa eu não esperava

Há algum tempo Matheus tem reclamado que volta um "gostinho ruim" na boca, segundo ele. Um tempo depois, a queixa aumentou. Agora além do gostinho voltava também pequenos pedaços de alimentos que foram ingeridos algumas horas antes. Levamos a questão à sua pediatra, que a principio suspeitou de refluxo, mas não abriu mão de uma endoscopia digestiva para ter certeza do diagnóstico.
Confesso que não foi fácil autorizar meu pequeno-gigante a passar por uma endoscopia. Eu mesma já fiz o exame várias vezes, mas quando recebi todos os cuidados do procedimento quando se trata de uma criança, tive um aperto no coração. Pra começar, a endoscopia em criança é feita em centro cirurgico, pois trata-se de uma paciente mais delicado do que um adulto.
Enfim, nessa hora o racional teve que falar mais alto e ontem fomos nós três - a mãe, o pai e o paciente - para o Hospital Sírio Libanês, às 6h da matina para encarar o fato.
Graças à Deus ocorreu tudo bem. Algumas horas depois, o Matheus já estava ótimo, tranquilo, brincando como se nem tivesse tomado uma anestesia horas antes.
E foi nesse momento que recebemos o diagnóstico: gastrite!
Nem o médico que realizou o exame estava acreditando muito. Segundo ele, não é tão comum gastrite nessa faixa etária e que necessita tratamento.
Depois da surpresa, vem a culpa (e como mãe gosta de assumir culpas!). Errei na alimentação dele? Mas quem conhece o Matheus e o seu histórico alimentar sabe do que estou falando. Ele tem uma relação complexa com comida, embora esteja muito melhor do que dois, três anos atrás. Errei no modo de agir com ele? Sou agitada, sou nervosa, sou ansiosa até o último fio de cabelo... será que passei tudo isso à ele e por isso gerou essa ansiedade toda que passou os limites do estomago? Não sei... Mas também não é só isso... tem a pressão escolar que ele mesmo criou na própria cabecinha. Ele quer ler, ainda não consegue e se cobra demais com isso, mesmo a gente falando para relaxar e dar tempo ao tempo.
O fato é que agora estamos em busca de um gastro infantil. A psicóloga que o acompanha há quase dois anos já está sabendo também para ajudar com o lado emocional. A alimentação, claro, vai ter que passar por algumas modificações: menos batata frita, menos suco de abacaxi, menos chocolate - acho que suas três paixões na culinária! rs
Mas o negócio é tocar o barco e enfrentar mais essa maré forte...
Abaixo um pouco sobre gastrite infantil, que encontrei no site  da Revista Claudia.

 

 

Como tratar a gastrite infantil

As causas da gastrite infantil são variadas e é comum que haja mais de um fator para a doença. O principal, porém, é o estresse. Submetidas às pressões da escola, donas de agendas cheias e frequentemente expostas a tensões familiares, as crianças são vítimas fáceis do estresse e, por tabela, das doenças desencadeadas por ele – sobretudo a gastrite. Junte-se a isso a predisposição genética (normalmente, os pais sofrem ou já sofreram do problema), alimentação inadequada (frituras, refrigerantes, alimentos muito condimentados e sucos artificiais), horário irregular para as refeições e o quadro está completo. “Problemas alimentares dificilmente são a única causa nessa idade. Na maioria dos casos, há nervosismo por trás”, observa a gastroenterologista Yu Kar Ling Koda.

Dores e náusea

O estresse desperta um mecanismo perverso no nosso organismo – e que não poupa as crianças. Quando estamos sob tensão e ansiedade, nossas vias nervosas ativam o hipotálamo, região do cérebro que fabrica adrenalina e noradrenalina. Essas substâncias, por sua vez, estimulam a produção de ácido clorídrico. Indispensável para a digestão, esse ácido, quando secretado em quantidades acima do necessário, irrita as mucosas do estômago e causa a inflamação característica da gastrite. Frágil, o órgão se contrai, provocando dores e náusea.

Remédio, dieta e terapia

O tratamento da gastrite infantil envolve antiinflamatórios, dieta e, muitas vezes, acompanhamento psicológico. O pediatra ou o gastroenterologista deve receitar remédios para combater a inflamação e prescrever uma alimentação que não irrite o estômago.

Veja algumas dicas para não estressar seu filho:

• Sempre que possível, a criança deve ficar longe das brigas familiares. Quando os pais discutem, ela se sente responsável, percebe que é impotente e acaba angustiada e insegura. A ansiedade pode transformar-se facilmente em males físicos.
• Não menospreze as queixas da criança sobre a escola. Professores que cobram bom desempenho sem estimular o aluno são outra causa comum do estresse. Converse com o professor sobre a importância de elogiar, de dar instruções claras em sala de aula e de respeitar a individualidade de seu filho.
• Toda criança necessita de tempo livre para brincar, cochilar ou simplesmente não fazer nada. Essa é a maneira mais eficiente de desenvolver aptidões e compreender o mundo em que vive. Agendas lotadas farão com que fique agitada e não saiba conviver com momentos de solidão e descanso.